Desporto

Disputa da Taça das Nações prestigia desporto angolano

Honorato Silva

À terceira tentativa foi de vez. Angola conseguiu o apuramento para a fase final da Taça de África das Nações de futebol, cuja 32ª edição vai decorrer no Egipto, de 21 de Junho a 19 de Julho, com 24 selecções participantes, depois do alargamento decidido em assembleia da Confederação continental.

Seleccionador Nacional Srdan Vasiljevic e jogadores têm tarefa difícil este ano no Egipto
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

À terceira tentativa foi de vez. Angola conseguiu o apuramento para a fase final da Taça de África das Nações de futebol, cuja 32ª edição vai decorrer no Egipto, de 21 de Junho a 19 de Julho, com 24 selecções participantes, depois do alargamento decidido em assembleia da Confederação continental.Na oitava presença dos Palancas Negras na maior montra do “desporto rei” no continente, o sérvio Srdan Vasiljevic é o sétimo treinador a apurar a Selecção Nacional, isso por exclusão do português Manuel José, que em 2010 comandou a equipa angolana apurada de forma administrativa, por ser a anfitriã.Já falecido, o cabo-verdiano Carlos Alhinho foi o pioneiro, em 1996, na África do Sul, ao desbravar o caminho com uma geração de jogadores destacados no Girabola e na diáspora. Marito, Neto, Wilson Estrela, Hélder Vicente, Carlos Pedro, Paulão, Castela, Fuá, Joni, Quinzinho, Akwá, Túbia e Abel Campos foram os destaques de uma equipa que conquistou a Cidadela e os angolanos. 
Num registo muito próximo, mas com o acento tónico na solidez defensiva, o português Manuel Gomes “Neca” assinou a segunda presença consecutiva, em 1998, no Burkina Faso. O empate (3-3), frente à África do Sul, outra igualdade (0-0), diante do Congo Democrático, e a pesada derrota (2-5), numa demonstração de força da Costa do Marfim, acabaram por ditar o novo afastamento ainda na primeira fase e a consequente contestação ao elenco de Armando Augusto Machado. Depois de um interregno de oito anos, três edições, os Palancas Negras visaram o passaporte para a disputa do CAN do Egipto, em 2006, ano marcado pela inédita presença no Mundial da Alemanha. O angolano Oliveira Gonçalves, considerado por muitos o melhor seleccionador que o país já teve, alcançou a proeza com uma mescla de jogadores rodados na Europa, sobretudo em Portugal, e vários pupilos dos Sub-20 e Olímpicos. 
Paulo Figueiredo puxou pelos mais jovens, num grupo suportado por João Ricardo, Jacinto, Kali, Jamba, Mendonça, André Macanga, Gilberto, Akwá e Flávio Amado. Mas a prestação ficou aquém do esperado, correcção feita em 2008, no Ghana, que teve a cidade de Tamale como talismã, com a primeira passagem para os quartos-de-final, novamente sob a batuta de Oliveira Gonçalves.

Ventos de mudança

Ultrapassado o clima de saturação da “receita mundialista”, a Selecção Nacional abordou o CAN’2010 com ambições de conquista, movida pelo factor casa. Carlos, Marco Airosa, Zwela, Kali, Gilberto, Stélvio Cruz, Mabina, Flávio Amado e Manucho Gonçalves sonharam com o título africano, até à queda nos quartos-de-final, aos pés do Ghana. O empate (4-4), depois da vantagem angolana de 4-0, é, ainda hoje, o que sobressai da prova aberta e fechada no Estádio Nacional 11 de Novembro.
À qualificação administrativa seguiu-se, em 2012, no Gabão e Guiné Equatorial, o êxito da campanha liderada pelo angolano Lito Vidigal, antigo jogador do combinado angolano, detentor do melhor registo de um treinador no cargo, na relação jogos disputados, vitórias, derrotas e empates. Por um golo de diferença, Angola foi superada pelo Sudão, no Grupo B da fase final, dominado pela Costa do Marfim.
Na última participação do país na prova africana, o uruguaio Gustavo Ferrin liderou, em 2013, um grupo que saiu desacreditado da África do Sul. O quarto lugar no Grupo A, controlado pelos anfitriões e o emergente Cabo Verde, custou o cargo ao seleccionador, sucedido por vários treinadores, até à entrada de Vasiljevic, cujo sucesso foi suportado pela aposta na renovação do plantel.
Landu, Paizo e Herenilson foram os mais utilizados numa campanha que realçou a experiência do “capitão” Mateus Galiano, o entendimento entre Dani Massunguna e Bastos, parelha recuperada do CAN’2013, e a veia goleadora do Gelson Dala, principal aposta de ataque para a fase final.
O sorteio da 32ª edição da Taça das Nações acontece a 12 de Abril, no Cairo, capital do Egipto. O “ranking” dos países definidos em função da presença na competição afasta os Palancas Negras do pote dos cabeças-de-série.

 

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