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Franceses e brasileiros travam duelo de favoritos

Pedro Augusto | Brasília

O duelo entre as selecções do Brasil e da França, hoje às 20H00 locais (madrugada em Angola), no estádio “Bezerrão”, assume cenário de final antecipada. Ou seja, frente-a-frente estarão dois conjuntos, cujo histórico de jogos traduz uma rivalidade.

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Fotografia: fifa.com

A contribuir para as previsões, está o facto de os canarinhos, nos dois confrontos realizado com os franceses, terem perdido um e empatado outro, facto que ajuda a antever um desafio em que os “donos da casa” vão procurar se redimir.
O empate (0-0) aconteceu no campeonato de 1987, no Canadá, com o ex-sportinguista Roberto Assis (irmão mais velho de Ronaldinho Gaúcho) e Emanuel Petit, na altura, os astros das selecções do Brasil e de França. A derrota por 2-1, que tirou a possibilidade de os canarinhos conquistarem o tricampeonato mundial, aconteceu 14 anos depois, ou seja, em 2001, em Trinidad e Tobago.
As dificuldades dos brasileiros aumentam mais pelo facto de os franceses levarem vantagem em duas situações na presente competição: têm o melhor ataque do campeonato (17 golos contra 14 do Brasil) e a melhor defesa (2 sofridos contra 3).
Tais pormenores podem ser relevantes para a decisão da eliminatória. Ainda assim, a excelente performance dos franceses não assusta os brasileiros. Os anfitriões contam, tal como nos jogos anteriores, com o apoio dos fiéis adeptos, que vão lotar e colorir o Bezerrão de amarelo e azul.
Mesmo com essa vantagem da selecção francesa, em termos de desempenho no campeonato, perder o jogo e a possibilidade de jogar a final do próximo domingo, não passa pela cabeça dos brasileiros.
Os canarinhos, mesmo sem Talles Magno, riscado do grupo por conta de uma grave lesão no jogo dos oitavos-de-final, frente ao Chile, têm outras estrelas à disposição de Guilherme Dallo Déa, como João Peglow, Yan Couto, Patrick, Pedrinho, Matheus Donelli, capazes de neutralizar a “armada” francesa encabeçada pelo “maestro” Adil Aouchiche, do PSG, e que tem ainda Nathanael Mbuco, Matsima, Isaac Lihadji, Haissen Rutter e Melvin Zinga.

Dallo Déa espera um grande jogo

Guilherme Dallo Déa, seleccionador do Brasil, surgiu na conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta madrugada com um discurso optimista. O técnico dos canarinhos promete uma equipa a conservar a posse de bola e com forte pendor ofensivo.
“Brasil e França são duas selecções fortes, únicas com 100 por cento de aproveitamento na competição. Espero fazer um grande jogo com a França, no Bezerrão, em Brasília. Nós, estrategicamente observámos a selecção francesa. É muito forte. Joga bem, mas vamos ter que fazer bem o nosso jogo. Conhecemos a força da França, mas acho que a partir de agora a selecção brasileira tem de voltar ao seu tipo de jogo, conservar a bola e ser muito ofensivo”, disse, o seleccionador brasileiro.
O treinador brasileiro elogiou, por outro lado, a forma como o grupo garantiu a qualificação para as meias-finais no duelo com os italianos, uma equipa que considerou fisicamente muito forte.
“Temos que felicitar toda a nossa equipa. Nós sabíamos que seria muito difícil jogar com a Itália, uma equipa muito pesada e forte fisicamente. Por isso, fomos muito cirúrgicos nas acções ofensivas. Sabíamos que, no momento ideal, iríamos conseguir o golo”, referiu.
O mérito da vitória sobre os italianos e consequente qualificação para as meias-finais, segundo ainda Dallo Déa, é também da equipa médica, fisiológicos e demais integrantes da delegação, pois têm sabido fazer e bem o trabalho no sentido de os jogadores darem boa resposta em campo.

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