Desporto

Gelson solicita dispensa por falta de competição

Honorato Silva

A falta de ritmo competitivo é a razão evocada pelo avançado Gelson Dala, para justificar o pedido de dispensa da convocatória dos Palancas Negras, com vista o duplo compromisso diante dos Escorpiões da Gâmbia, nos dias 6 e 10 Setembro, referente à fase preliminar da corrida ao Mundial de futebol de 2022, no Qatar.

Fotografia: kindala Manuel | Edições Novembro

Emprestado recentemente ao Antalyaspor, actual nono classificado da Liga da Turquia, pelo Sporting de Portugal, o atleta começou por falar, em entrevista à TPA, da nova fase da carreira: “Estou feliz, por estar aqui, no meu novo clube, onde fui bem recebido. É um clube bom, organizado e com boas condições de trabalho. Estou feliz por fazer parte desta equipa”.

Quanto à Selecção Nacional, “acho que não vou poder fazer parte deste jogo. Um dos motivos é a falta de ritmo competitivo. Já falei com alguns dirigentes da Federação. Mas estou a torcer pela minha Selecção, para que possamos passar a eliminatória. Espero estar disponível nos próximos jogos, para poder ajudar os meus colegas”, explicou o novo colega de Fredy, também angolano.

Surpresa de Djalma
Quem fez conta com a chamada de Pedro Gonçalves, seleccionador interino, foi Djalma Campos do Analyasport , igualmente do futebol turco. O “vice-capitão” dos Palancas Negras estava na expectativa de constar dos eleitos para a eliminatória com a Gâmbia.“Recebo a convocatória com alguma surpresa e tristeza, também, porque esperava ser convocado. Mais ainda por não ter recebido qualquer contacto, seja por parte da Federação seja por parte do novo treinador. Que é algo um pouco estranho. Mas as pessoas têm as suas opções. Vou respeitar. Se a minha exclusão deriva da participação no último CAN, que não foi uma competição do jeito que queríamos, mas acho que correspondemos pelo colectivo, claro que há individualidades que tem de se acrescentar ou retirar. Se o técnico entende que tem a ver com essa prestação, já tive jogos menos bons e jogos muito bons. Essa oscilação por vezes pode acontecer, como acontece nos clubes. É direito do treinador decidir ou não em convocar” desabafou, à TPA.

Djalma analisou a saída do sérvio Srdjan Vasiljevic: “Foi a opção que a Federação tomou. Claro que gostávamos do treinador. Para mim, fez um excelente trabalho, apesar do CAN não correr de acordo com o que esperávamos. Subiu os números. Melhorou em vários aspectos. Foi uma decisão tomada. A curto ou a longo prazo vamos perceber se foi positiva ou negativa. Deixei na Selecção um ambiente de tristeza. De alguma frustração, porque não foi fácil conseguirmos um grupo competitivo. Embora as coisas não tenham corrido bem, cada vez mais o elenco da Selecção Nacional tem conseguido angariar, entre aspas, jogadores que a priori não viriam, o que é sempre positivo. O ambiente que deixei é de tristeza, mas de esperança que iríamos conseguir, sem dúvidas, um grupo mais forte para as próximas competições”.

Quanto à relação jogadores, equipa técnica e direcção, o médio ofensivo chamou atenção para o facto de atletas e treinadores agirem como um só, de modo que acha normal a ideia de distanciamento da estrutura directiva, em determinado momento. “Claro que tivemos algumas divergências, por algum incumprimento da parte da Federação. Alguns atrasos e falta de organização. Mas superámos isso tudo. Não andámos a expor certas situações que não vieram a público. A nós, jogadores, compete estar no campo e tentar dar o nosso máximo, pela bandeira nacional. Quando demonstramos algum desagrado com o trabalho da direcção, é normal que as pessoas não gostem ou reajam de forma diferente. A relação não posso dizer que seja má. Sempre foi aberta. Os jogadores sempre tentaram passar as ideias daquilo que acham que era negativo ou positivo. É assim que acho que deve continuar”.           

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