Desporto

Leões Indomáveis no caminho dos Palancas

António de Brito

Angola e Camarões voltam a cruzar-se no Grupo D do Campeonato Africano das Nações (CHAN 2018), a decorrer de 21 de Janeiro a 4 de Fevereiro, no Reino de Marrocos, depois de integrarem a série B na prova disputada no Ruanda em 2016, com a selecção camaronesa a vencer, por 1-0, no Estádio Huye Butari.

Selecção Nacional de girabolistas integra grupo difícil na primeira fase da prova
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Além dos Leões Indomáveis, os Palancas Negras enfrentam ainda na primeira fase da prova, o Congo Brazzaville e o Burkina Faso, com o qual se estreia no dia 16, no Estádio Adrar, na cidade de Agadir, palco dos jogos da série.
A faltarem 55 dias para o arranque do CHAN, a Selecção Nacional continua sem treinador, depois de Roberto Bianchi ter cessado o período de colaboração, que culminou com o apuramento para a competição africana, a fim de se dedicar exclusivamente ao Petro de Luanda.
Com a saída de Roberto Bianchi, a direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) desdobra-se em contactos para encontrar o seu substituto, de modo a dar continuidade ao trabalho efectuado durante oito meses.
O elenco de Artur Almeida e Silva está no mercado nacional e internacional à procura do futuro treinador dos Palancas Negras. Igor Lazic, que orientou a Selecção Nacional Sub-20, no Torneio de Toulon, em França, pode ser uma das hipóteses. O técnico de nacionalidade alemã sempre privou com o seleccionador dos Palancas Negras, naquilo que eram as suas ideias de jogo para os Sub-20.
Contactado pelo Jornal de Angola, Rui Costa, secretário-geral da FAF, confirmou ontem que estão no mercado à procura do sucessor de Roberto Bianchi. “A saída do treinador surpreendeu-nos a todos. Contávamos tê-lo à frente da equipa técnica até ao CHAN. Mas acabou por deixar a Selecção Nacional, porque o Petro de Luanda tem interesses a defender na próxima época futebolística”, lamentou.
Ao reagir ao sorteio da prova africana, o dirigente desportivo reconheceu que Angola está numa série complicada.”Estamos no ‘grupo da morte’, porque temos dois grandes do futebol africano, Camarões e Burkina Faso, sem esquecer o Congo Brazzaville, que tem vindo a crescer de forma gradual, tanto a nível de clubes como de selecções”, disse para acrescentar:” “Temos de nos preparar da melhor forma, já que o objectivo passa pelo apuramento à segunda fase do campeonato”.
No dia12 de Dezembro, os Palancas Negra iniciam a "operação"Agadir, com a realização dos habituais exames médicos, sendo que os trabalhos de campo começam  um dia depois, no viveiro do Estádio Nacional 11 de Novembro.
Em relação ao estágio pré-competitivo, Rui Costa referiu que está dependente do treinador que assumir a Selecção Nacional. “Com o técnico Roberto Bianchi estava programado um estágio, independentemente do local, onde o Petro de Luanda iria fazer a sua preparação.Vamos aguardar pelo programa do próximo treinador”.
Para suportar os encargos da Selecção Nacional no CHAN, a direcção presidida por Artur Almeida vai precisar de 150 mil dólares. “ Este é, em princípio, o valor contabilizado. Mas pode sofrer alguma alteração, em função do programa a ser apresentado pelo seleccionador”. Angola marca presença pela terceira vez no CHAN. Na estreia em 2011 foi  vice-campeã em Kartum, no Sudão, sendo que no Ruanda em 2016 ficou em terceiro na sua série.
Outros grupos do CHAN "2018: Marrocos, Guiné Conacri, Sudão e Mauritânia (A), Costa do Marfim, Zâmbia, Uganda e Namíbia (B), Líbia, Nigéria, Ruanda e Guiné Equatorial (C). O Congo Democrático é o detentor do troféu.

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