Desporto

Palancas defrontam Burquina Faso

António de Brito |

Angola e Burkina Faso defrontam-se, hoje às 17h30, no Es­tádio Adrar, em Agadir, na abertura do Grupo D da 5ª edição do Campeonato Africa­no das Nações (CHAN/2018), que decorre até ao próximo dia 4 de Fevereiro, no Reino do Marrocos.

Palancas Negras em protidão para começar a competir no CHAN do Marrocos onde estreia hoje frente ao Burquina Faso no Etádio Adrar em Agadir
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Depois de 27 dias de in­tensa preparação, intercalada com as vitórias nos amistosos com o Domant do Bengo (3-0) e Guiné Equatorial (1-0), a Selecção Na­cional quer começar da melhor forma a caminhada na terceira presença na Taça CHAN, num desafio que marca a estreia de Srdjan Vasiljevic, à frente da equipa técnica nacional.
Diante dos Cavalos burquinabes, os Palancas Negras vão procurar manter a passada vitoriosa, que iniciaram diante da equipa de Bula Atumba e com os equato-guineenses. Pela frente, antevê-se um jogo difícil, frente ao conjunto treinado pelo burquinabe Idrisse Traoré, que sucedeu no cargo ao português Paulo Duarte.
Também candidatas à passagem para a outra fase da prova, Angola e Burkina Faso disputam um jogo que se espera emotivo e electrizante, atendendo aos objectivos e a rivalidade existente entre ambas.
Além de competirem no CHAN, os dois conjuntos estão inseridos no mesmo grupo nas eliminatórias para o Campeonato Africano das Nações (CAN/2019), a disputar-se na República Unida dos Camarões. No confronto entre ambos, o Burkina Faso venceu por 3-1, em Ouagadougou, na primeira “mão”.
A participação no CHAN é o começo de uma nova etapa para os Palancas Negras, depois de a Federação Angolana de Futebol (FAF) ter contratado o sérvio Srdjan Vasiljevic, para devolver a alegria ou a esperança aos adeptos do futebol angolano.
Independentemente do desempenho da Selecção Nacional no CHAN, ao técnico Srdjan Vasiljevic não se pode exigir muito, porque está pouco tempo à frente do leme. Com o sérvio, o conjunto angolano dá sinais de melhorias, sobretudo, na organização defensiva e ofensiva.
Apesar do arranque tardio dos trabalhos, as Honras estão prontas para deixar a sua marca na competição continental. No decorrer da preparação, os jogadores não apresentaram quaisquer dificuldades na assimilação dos novos métodos de trabalho.

“Onze” provável
Frente ao Burkina Faso, o treinador dos Palancas Negras deve utilizar a equipa base que alinhou nos amistosos com o Domant do Bengo e a Guiné Equatorial. É, de resto, o conjunto que mais garantias lhe conferem para uma boa partida, frente a um adversário difícil.
Landu na baliza; Mira, Tó Carneiro, Nari e Wilson (defesas); Almeida, Herenilson, Vá, Mano Calesso e Job (mé­dios). As despesas do ataque serão entregues a Moco ou Fofó, num claro 4-5-1.

                                       Jogadores reafirmam confiança num bom resultado

Silvestre Pelé, treinador-adjunto da Selecção Nacional, mostra-se confiante numa boa estreia diante do Burkina Faso.
“A equipa está galvanizada. Fizemos uma excelente preparação. Sabemos das dificuldades a encontrar ao longo do jogo. Penso que, com o trabalho idealizado, vamos deixar a nossa marca no campeonato”, garantiu, ontem, ao Jornal de Angola.
O treinador-adjunto dos Palancas Negras realçou ainda o espírito de união que reina na equipa para o alcance do objectivo preconizado.  “Estamos com um bom balneário. Todos estão imbuídos dentro do mesmo espírito. Vamos lutar com toda as armas para não defraudarmos os nossos adeptos”. Sob comando de Roberto Bianchi, Angola afastou na fase de apuramento o Madagáscar e as Ilhas Maurícias.

Camarões \"vs\" Congo
Também hoje, para a mesma série (D), o Congo Brazzaville enfrenta os Camarões, às 20h00, num jogo aguardado com expectativa, por colocar frente-a-frente selecções rivais e com modelos de jogo semelhantes.
Ambas as equipas praticam um futebol veloz, finalizado com cruzamentos tensos. Leões Indomáveis e Diabos Vermelhos reeditam um velho duelo de equipas francófonas, que se prevê disputado do princípio ao fim.
Neste agrupamento, as quatro integrantes vão bater-se obviamente pelo apuramento para a segunda fase, pois apenas duas poderão transitar. Atendendo às pretensões das quatro selecções fica, para já, difícil indicar os prováveis candidatos (ou qual deles não o é). Qualquer das equipas têm hipóteses de lá chegar.

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