Desporto

Palancas Negras decidem esta tarde qualificação para o CHAN do Quénia

António de Brito |

A Selecção Nacional de Futebol de Honras defronta a sua similar de Madagáscar, hoje às 16h30, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em desafio referente à segunda “mão” da terceira e última eliminatória de apuramento para o CHAN do próximo ano, a decorrer no Quénia, com a ambição de marcar presença na elite do futebol continental.

Yano e Nelson da Luz têm a responsabilidade de concretizar as oportunidades a serem criadas
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Depois do empate sem golos, há seis dias em Antananarivo, Palancas Negras e Bareas jogam uma cartada decisiva, com o intuito de fazerem parte do restrito grupo de 16 selecções apuradas para a competição africana.
Finalista vencido em 2011 no Sudão, Angola persegue a terceira participação no torneio, depois de no ano passado ter fracassado no Ruanda, ao terminar na terceira posição no grupo B, após derrotas com os Camarões e Congo Democrático, conseguindo apenas uma vitória, por 3-0, diante da Etiópia.
Perante os seus adeptos, a Selecção Nacional é obrigada a vencer o jogo, seja qual for o resultado, para evitar a decisão da eliminatória na marcação das grandes penalidades.
Na condição de equipa anfitriã, Angola não pode de forma alguma carregar sobre os ombros a pressão de vencer a todo o custo o jogo, o que pode influenciar no desempenho da equipa nacional.
O “onze” nacional tem de fazer um jogo muito calculista e inteligente, para não sofrer qualquer golo, cortando todas as iniciativas da selecção malgaxe, que assenta o seu jogo em ataques planeados, finalizados com cruzamentos perigosos. Na recepção ao Madagáscar, o conjunto angolano tem de ter capacidade de sofrimento, não facilitando a vida ao adversário, porque pode comprometer os objectivos, que passam obviamente pelo apuramento.
Jogando em casa, os pupilos de Roberto Bianchi têm metade da eliminatória ganha, mas têm de fazer por o merecer durante o jogo, porque o adversário tem a “fama” de vencer os jogos em terrenos alheios. Moçambique é um dos exemplos, depois do empate (2-2) em Antananarivo, perdeu, por 2-0, na cidade de Maputo.
Defender em casa, pode ser um suícidio para os Palancas Negras. Beto Bianchi tem de fazer do ataque à mola impulsionadora sem descurar, é claro, o sector defensivo. Os jogos ganham-se com uma boa defesa. Por isso, o timoneiro angolano vai apostar numa defesa sólida, num meio campo muito criativo e na eficácia no ataque, com Gerson à baliza, quarteto defensivo formado por Mira, Natael, Wilson e Dani Massunguna e na linha intermédiaria, Herenilson, Manguxi, Tó-Carneiro e Nelson da Luz, sendo que as depesas de ataque foram entregues a Job e a Vá.
Na equipa inicial, Nelson da Luz vai dar outra consistência ao meio campo, porque vai obrigar o Madagáscar a defender no último terço do seu reduto, como não aconteceu no desafio da primeira “mão”, em Antananarivo. O médio militar desequilibra qualquer defesa, além de ser também útil à defesa.
Dos sete jogos disputados, Angola e o Madagáscar estão empatados com o registo de uma vitória para cada lado (2-0 e 1-0), sendo que os restantes desafios terminaram empatados.
Dada a importância do jogo, espera-se por uma casa cheia ou, pelo menos, bem composta, já que o público vai acorrer em massa ao estádio, a fim de puxar pela Selecção Nacional nos maus e bons momentos, porque só a vitória interessa para as aspirações de Angola. São aguardados 30 mil espectadores no Estádio Nacional 11 de Novembro, com a possibilidade de um deles levar a viatura de marca Hyundai I10, a ser sorteada no intervalo do jogo. Os bilhetes para o desafio custam 500 e 1.000 kwanzas, nas bancadas laterais e centrais, respectivamente.
O quarteto de árbitros da Etiópia, chefiado por Bamlak Tessema, foi indigitado pela CAF para orientar o encontro, enquanto o comissário ao jogo é namibiano. Chama-se Matheus Joel Amandhila.
Atendendo à importância do jogo, o Comando Provincial da Polícia Nacional mobilizou todas as suas forças, para garantir a segurança das pessoas antes, durante e depois do jogo. Para permitir a entrada ordeira dos apoiantes da Selecção Nacional, os portões do Estádio Nacional 11 de Novembro abrem às 12h00.

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