Desporto

Palancas Negras estão atentos aos Camarões

Matias Adriano l Agadir

Depois do festival de falhanços monumentais com que fomos brindados na terça-feira, no jogo inaugural contra o Burkina Faso, os Palancas Negras voltaram ontem ao trabalho com o pensamento virado exclusivamente na correcção do que esteve mal, e acertar os detalhes essenciais para o desafio do próximo sábado com os Camarões.

Selecção Nacional hoje vai preparar o desafio de sábado
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Para Srdjan Vasiljevic, apesar de ter disposto de muito pouco tempo de preparação para esta empreita­da, a equipa mostrou astúcia e, em muitos momentos, su­periorizou-se ao adversário. Mostrou argumentos que lhe permitem discutir palmo-a-palmo com os outros parceiros de grupo. Para tanto, precisa melhorar certos as­pectos na finalização, sobretudo onde se mostrou bastan-
te vulnerável.
Ontem, com a integração de todas unidades convocadas, a equipa trabalhou em sessão única ao período da tarde no campo adjacente ao Estádio de Adrar, sendo que o período matinal esteve reservado ao descanso. O treino teve maior incidência na recuperação física, antecedido, como se tornou regra, por uma sessão de diálogo entre equipa técnica e atletas.
Como disse Srdjan Vasiljevic ao Jornal de Angola, está-se perante um desafio colectivo, em que técnicos e jogadores devem falar a mesma língua, ou interpretarem as incidências de cada jogo da mesma forma. “Se este for a nossa divisa acredito que podemos fazer mais e melhor. Já mostramos que temos capacidade, precisamos apenas melhorar certos aspectos.”
Entretanto, a derrota dos Camarões diante do Congo Brazzaville, se de um lado beneficia, por outro não co­loca Angola sob maior pressão. Pois, não quererá uma selecção catalogada como campeã africana (no CAN) consentir uma segunda derrota consecutiva, e se ver eliminada na primeira fase do torneio. Presume-se, assim, que venha entrar no jogo com toda garra e determinação.
Aqui, pensamos que o preparo físico dos atletas terá de ser funcional. Pois, os “Leões Indomáveis”Se podem jogar aí. Isto é, exercer no começo uma forte pressão aos nossos jogadores no sentido de assustá-los e estes se deixarem domar. Há que ter em conta este elemento. Será preciso resistir aos primeiros 20 minutos, para daí se ter o controlo da situação.
Aliás, toda preparação que começou ontem está focada no jogo de sábado. Apesar de Vasiljevic ter assistido ao jogo Camarões-Congo, e ter enaltecido as qualidades do próximo adversário, não coloca de parte a necessidade de visionar em vídeo outros jogos desta selecção, e tirar melhores ilações daquilo que configura as suas linhas de jogo.
Decididamente, o objectivo de Angola é passar à outra fase da prova. “Gostaria muito que isto acontecesse. Pelo curto tempo de preparação que fizemos, realizando apenas dois jogos de controlo, já seria muito bom.” Disse o seleccionador nacional .

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