Desporto

Petro ganha dois pontos na discussão da liderança

Honorato Silva

Com a confiança reforçada pelo abrandar da marcha do arqui-rival, uma hora antes na deslocação à cidade do Dundo, o Petro de Luanda ganhou, ontem, dois pontos na corrida ao título do Girabola, ao derrotar o ASA, por 3-0, no Estádio Nacional 11 de Novembro, para a conclusão da 27ª jornada.

Avançado brasileiro Tony (19) abriu e sentenciou o resultado de 3-0 para os petrolíferos
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

Paciente e sem pressa, a equipa tricolor orientada pelo espanhol António Cosano soube amolecer a aflita formação aviadora, que tentou, de forma inglória, oferecer resistência ao candidato à conquista do troféu da prova, de modo a conseguir, na pior das hipóteses, um precioso empate para as contas da permanência no escalão principal do futebol angolano.
Ainda sob o efeito do choque da derrota (0-2) no reduto do Desportivo da Huíla, que deixou o 1º de Agosto com maior margem de erro, os petrolíferos vincaram supremacia diante dos pupilos do português José Dinis, a quem não se podia obrigar a mais, pois tudo que tinham apenas permitia chegar com pouca pujança à defensiva contrária.
Num rasgo individual, Karanga, o grande achado de Cosano, entre os menos utilizados na era Beto Bianchi, arrancou uma grande penalidade, convertida com mestria pelo brasileiro Tony, que no segundo tempo ainda teve fôlego para sentenciar o resultado, depois de Manguxi tranquilizar os adeptos, antes do intervalo. O triunfo permitiu ao Petro de Luanda chegar aos 54 pontos, na segunda posição, bem como manter intacta a possibilidade de arrastar a disputa do título até à última jornada, caso os militares do Rio Seco não desarmem nas duas rondas que antecedem ao jogo grande frente ao Kabuscorp do Palanca.

Subida de preço

Contrariado saiu o 1º de Agosto do Dundo, ao ser travado pelo Sagrada Esperança, que, à semelhança do desafio de Luanda, no qual quebrou o longo período de 1080 minutos sem sofrer golos dos tri-campeões, com o empate (3-3), pôs gelo na euforia, ao impor nova igualdade (1-1), quando a vitória esteve longe de ser safra imerecida.
Ao recusar o papel de figurante no cortejo da corrente que corre célere rumo ao inédito tetra, a equipa diamantífera comandada por Agostinho Tramagal produziu, no segundo tempo, futebol suficiente para causar estragos maiores nas ambições do conjunto orientado pelo bósnio Dragan Jovic.
Apostados em arrumar a questão do primeiro lugar até à deslocação à invicta cidade do Cuito, casa emprestada do Cuando Cubango FC, os líderes isolados da prova chamaram a si o controlo do desafio, acção facilitada pelo facto de o opositor estar divorciado com os seus adeptos, que contestam, muito surpreendentemente, o desempenho da equipa.
Uma abordagem desafortunada da defesa do 1º de Agosto, numa saída pouco segura de Tony Cabaça, resultou em auto-golo de Paizo. A resposta chegou ainda antes do regresso aos balneários, com a assinatura de Dagó, um dos reforços provenientes do Congo Democrático, que assistido por Ary Papel, exibiu o seu repertório técnico.
Mas a etapa complementar foi de autêntico sufoco para os militares, novamente protegidos pela competência de Tony Cabaça, que travou as investidas de Femi, Jiresse e Mussa, trio desejoso de impor uma queda estrondosa ao visitante presente no Dundo com arreganhos de conquista.
A vantagem de quatro pontos pode ser encurtada para um, em caso de triunfo dos petrolíferos, no jogo em atraso com o Saurimo FC, no dia 1 de Maio, isso partindo do pressuposto de que os rivais farão os mesmos resultados na próxima jornada.
No baile dos aflitos, o Cuando Cubango FC derrotou em casa o FC Bravos do Maquis, por 2-1. O Santa Rita de Cássia sucumbiu à força do Recreativo do Libolo, que aproveitou a condição de visitado para regressar aos triunfos (2-0), depois de seis jogos, ao passo que o Saurimo FC venceu (2-1), o sensacional Desportivo da Huíla.
O Interclube foi a Cabinda complicar as contas do Sporting, que perdeu no Estádio Municipal do Tafe, por 3-1. Nos Coqueiros, o Progresso Sambizanga venceu (3-0) a Académica do Lobito, e no Huambo o Recreativo da Caála empatou (0-0) diante do Kabuscorp do Palanca.

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