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Petro de Luanda conquista a Taça

António de Brito|

O Petro de Luanda “salvou” a temporada futebolística de 2012 com a conquista da Taça de Angola de Futebol, após vitória ontem na final frente ao Recreativo da Caála, por 2-0, no Estádio 11 de Novembro, arrebatando o nono troféu em 31 participações.

Petrolíferos levaram mais um trofeu para a sua galeria numa tarde de bom futebol em que a equipa da Caála valorizou o espectáculo
Fotografia: José Soares

O Petro de Luanda “salvou” a temporada futebolística de 2012 com a conquista da Taça de Angola de Futebol, após vitória ontem na final frente ao Recreativo da Caála, por 2-0, no Estádio 11 de Novembro, arrebatando o nono troféu em 31 participações.
“Petrolíferos” e caalaenses entraram para o jogo com a lição bem estudada, praticando um futebol ofensivo, com o objectivo de estarem em vantagem nos minutos iniciais do desafio.
A primeira situação de perigo pertenceu ao Recreativo da Caála por intermédio do atacante Paizinho, que “rasgou” o corredor esquerdo e à entrada da grande área desferiu um portentoso remate, com o guarda-redes Lamá a defender com dificuldades.
Velozes na transposição de bola, os jogadores do Petro de Luanda pressionavam o último terço do sector defensivo da formação do Planalto Central, com Love, Job e Mabululu a obrigarem os jogadores orientados por Fernando Pereira a recuarem no centro do terreno.
Aos sete minutos, o Petro de Luanda desperdiçou uma ocasião de golo, quando Love Cabumgula, libertando-se de dois contrários à entrada da grande área, rematou frouxo para a defesa do guarda-redes Lokwa. />Aos 20 minutos, a equipa do Petro e adeptos reclamaram uma grande penalidade, quando a bola embateu na mão de Miguel. “Obrigado a vencer”, porque actuava em “casa”, os “petrolíferos” sentiam a pressão dos adeptos. Mabululu, aos 32 minutos, com uma cabeçada, obrigou o guardião Lokwa a uma defesa instintiva para canto. No segundo tempo, o Petro de Luanda e o Recreativo da Caála voltaram a imprimir a dinâmica que traziam da etapa inicial. Futebol corrido, com jogadas canalizadas pelos flancos finalizadas com cruzamentos perigosos. Lamá e Lokwa não tiveram uma tarde tranquila.
Mabululu, aos 71 minutos, com um remate colocado à entrada da grande área, inaugurou o marcador, levando ao delírio centenas de adeptos tricolores. Depois do golo sofrido, a Caála “desapareceu” do jogo, permitindo que o Petro jogasse a seu bel-prazer. Já em tempo de compensação, Mabululu fechou a contagem, apanhando em contra pé a defensiva contrária.
O trio de arbitragem liderado por Hélder Martins teve uma actuação razoável. No final do jogo, o Petro de Luanda recebeu o troféu e cinco milhões de kwanzas, ao passo que a Caála encaixou dois milhões e meio.

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