Desporto

Polivalente pondera retirada

ANTÓNIO DE BRITO

Na próxima edição do Torneio de Apuramento para o Girabola a província de Luanda vai competir apenas com a Escola Norberto de Castro, uma vez que o Polivalentes FC pondera a sua continuação devido à falta de apoios do Governo Provincial de Luanda.

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Norberto e Polivalentes são as únicas duas equipas de Luanda sobreviventes ao Torneio de Apuramento há mais de cinco anos, depois da desistência do Ferroviário, Rodoviário, Belenenses de Angola e Tirba.

Para Manuel Caleia, presidente do Polivalentes FC, o melhor é acabar mesmo com o futebol sénior no clube. “Vamos ter de parar. Não dá para continuar. Sem ajuda não se faz nada. Se houver uma mão caridosa, vamos continuar na prova, senão, ficamos com o futebol de formação”, avançou.

O dirigente sublinhou, ainda, que a maior parte das equipas que competiram na Série A tiveram apoio das entidades provinciais, como é o caso do Sporting de Cabinda, Benfica de Cabinda, Cabinda Sport, FC Cabinda, União do Uíge, Stad do Uíge, Renascimento do Uíge, Malange Sport e Baixa de Cassange. “Nós e o Norberto de Castro não tivemos qualquer ajuda. Tivemos de suportar todos os encargos durante a competição”. A título de exemplo, adiantou que “os clubes de Cabinda receberam da governadora Aldina da Lomba dez milhões de kwanzas cada um. Um gesto louvável. Esperávamos por este apoio. O Governo de Luanda é o único que não apoia os clubes que disputam o zonal”, lamentou.

De acordo com Manuel Caleia, o Polivalentes FC é a equipa mais prejudicada em termos de apoios. “Somos das equipas mais prejudicadas. Não imaginam os esforços que temos de fazer para manter os jogadores no activo”, disse, acrescentando que as equipas de Luanda que competem no Girabola têm apoio dos organismos estatais. “A maioria desses clubes é apoiada pelas empresas do Estado. São equipas de nível nacional e não provincial. Tínhamos de ter essa ajuda”, frisou.

O presidente do Polivalentes FC de Luanda foi mais longe, ao afirmar que as autoridades desportivas têm de incentivar os clubes que trabalham e com iniciativas. “Têm de zelar mais pelas equipas pequenas. O futuro do futebol angolano está nas mãos desses clubes. Não olhem apenas para as equipas grandes. Treinamos no pelado e jogamos na relva. Temos autorização para relvarmos o nosso campo, mas os apoios não chegam.”

 

 

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