Desporto

Via aberta aos Palancas no CHAN

Angola está a um ponto da qualificação aos quartos de final do CHAN, após vitória, ontem, sobre os Camarões, por 1-0.

Ataque angolano fez o suficiente para ganhar a um adversário que se mostrou perigoso
Fotografia: Caf Online |

O resultado abre boas perspectivas aos angolanos, relativamente à continuidade na prova, já que somam quatro pontos, bastando-lhes um para cumprir o primeiro objectivo. O proximo jogo é contra o Congo, já qualificado (2-0 sobre o Burkina Faso).

O jogo
Uma vez pelo menos tinha de acontecer a quebra da tradição de se partir à terceira jornada de calculadora à mão, na incómoda  dependência de terceiros. Quiseram os Deuses do futebol que fosse agora neste campeonato. Embora não estando ainda nada consumado, mas com a vitória (1-0) de ontem sobre os Camarões, Angola segue para o último jogo da primeira fase mais tranquila, longe do crônico exercício de probabilidades.
Com o pensamento da selecção camaronesa voltado apenas para a vitória, não podia ter  começado de outra forma, senão com esta balanceada para o ataque. Nos primeiros 15 minutos, por exemplo, um ou outro lance atingiu a grande área de Kalati. Era para a baliza de Lado que fluíam as jogadas, ora ensaiadas do lado direito, ora da esquerda com Pangop e Moukoko bastante irrequietos.
Entretanto, diga-se de passarem, Angola também terá entrado para o jogo com a lição bem estudada. Sabia-se que o adversário seria pressionante no começo. E a equipa não se assustou, tratou de cortar as linhas de passe, defendendo com rigor o seu meio campo. Estrategicamente se investia pouco no ataque, embora de forma isolada vez ou outra se chegou a área contrária.
Depois do minuto 20 a equipa abriu um pouco o jogo, multiplicando as ações ofensivas. Foi nessa altura que, quando Vá evoluíam para a baliza de Kalati acabou carregado na grande área, tendo o árbitro aplicado castigo máximo à equipa camaronesa.
Job não claudicou, sacudiu as redes da jaula do leão, colocando Angola em vantagem eram decorridos 29 minutos.
A partir desse momento o jogo ganhou maior mobilidade. Angola passou a jogar mais solta, ao mesmo tempo que os Camarões, se viam na contingência de correr atrás do prejuízo. Passamos a ver um jogo com futebol mais alegre e vistoso, pois as duas equipas estavam quase equiparadas em termos de atitude. Mas, a vantagem dos Palancas foi até ao intervalo.
No reatamento ficamos com a impressão de as coisas se terem invertido na quadra.  Contrariamente ao que tinha sido a primeira parte, foi Angola que reentrou com maior atitude.
Kalati foi visto a ter intervenções sucessivas. Aos 51 minutos, por pouco ampliou a vantagem não tivesse impecável no  cabeceamento de Herenilson.
Se antes pensaram que iriam encontrar facilidades, a páginas tanta caíram na real. Tinham em campo um adversário de facto, a quem não devia se dar veleidade de acariciar com pensos quentes. E foi bom. Porque o jogo conheceu um certo toque de equilíbrio, com uma equipa a lutar para conservar a vantagem é outra algo inconformada, à procura do golo que permitisse mudar o rumo das coisas.
Bem capitaneados por Job, que viria a ser substituído, os Palancas não embalaram na onda do camarão. Rigobert Song vendo as coisas mal paradas ainda tentou refrescar o ataque, fazendo sair Pangop, colocando no seu lugar Ebembe, quase em êxito, apesar daquele tiraço, aos 84 minutos, que por pouco silenciou o estádio, não estivesse Landu em dia sim. A qualificação está a um passo. O combinado nacional defronta dia 24 o Congo Brazaville no fecho da primeira fase.

Tempo

Multimédia