Desporto

Futuro de Lazare Adingono nos tricolores sem definição

António Ferreira

O futuro de Lazare Adingono no comando técnico do Petro de Luanda está longe do beneplácito das partes envolvidas que, à mesa das negociações, têm posições divergentes no que tange a duração do contrato.

Fotografia: DR

Para continuar de Petro ao peito, Adingono advoga mais três anos, enquanto a direcção liderada por Tomás Faria aposta em apenas um. Em face disso, o técnico pode estar de saída da formação sénior masculina de basquetebol do Eixo Viário, actual campeã nacional.
Neste diálogo de “surdos”, há, de resto, um ponto de convergência entre as partes, que manifestamente são partidárias da continuidade. Lazare Adingono que esteve à beira da porta de saída após a eliminação do Petro de Luanda nos quartos-de-final da AfroLiga, terminou a época graças ao voto de confiança do presidente de direcção, Tomás Faria.
No meio dos atritos decorrentes do fracasso na campanha africana e aos maus resultados ante o seu eterno rival interno, o 1º de Agosto, em que a sua competência foi posta em causa, Lazare Adingono manteve o foco no campeonato e “ofereceu” mais um título de campeão aos tricolores, o segundo desde que está ao comando do clube.
Resistiu às querelas internas que, ao longo da época, “tiraram o sono” ao treinador e minaram a coesão do grupo, numa altura em que necessitava de manter os níveis de confiança. Mas a verdade é que o seu futuro volta a estar nas mãos de Faria, que dentro da administração não tem ninguém a apoiá-lo no sentido de continuar com Adingono à frente da equipa.
As próximas horas serão decisivas, mas é certo que o técnico pretende continuar no Petro. Campeão em 2015 e 2019, e a manter-se a velha máxima de que em equipa ganhadora não se mexe, é expectável que o técnico continue.

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