Desporto

Governo marroquino assume compromisso com o sucesso

António de Brito| Rabat

Ao assinar o contrato com o Comité Paralímpico Africano (CPA), o Governo marroquino assumiu ontem, em Rabat, o compromisso de preparar todas as condições inerentes à organização da I edição dos Para-Jogos Africanos.

Homólogos dos comités marroquino e africano, Hamid El Aouni e Leonel Pinto à mesa
Fotografia: DR

 

A decorrer na primeira quinzena de Janeiro de 2020, a prova é selectiva para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no mesmo ano.
O documento foi rubricado pelo angolano Leonel da Rocha Pinto, presidente do CPA, e Hamid el Aouni, homólogo do Comité Paralímpico de Marrocos (CPM).
O acto foi testemunhado por Andrew Parson, presidente do Comité Internacional (CPI), Rachid Talbialami, ministro da Juventude e Desportos de Marrocos, e pelo embaixador de Angola naquele país, Benigno de Oliveira Vieira Lopes “Ingo”.
A cerimónia durou uma hora, a seguir, as entidades realizaram uma visita guiada às instalações, que vão acolher os Para-Jogos Africanos, casos da Aldeia Olímpica, estádios e pavilhões.
Na Vila Olímpica, os “visitantes mostraram-se encantados” com as condições criadas, uma vez que a qualidade das instalações obedece aos padrões internacionais. A Aldeia Olímpica foi projectada para acolher mais de três mil pessoas, entre atletas, treinadores e oficiais.
No espaço de três em três meses, o CPA vai efectuar visitas periódicas ao palco dos jogos, para constatar o grau de execução de algumas obras, a serem feitas para os atletas adaptados.

Marco histórico
Em declarações aos jornalistas, Leonel da Rocha Pinto mostrou-se feliz e exaltou: “é um marco histórico. Testemunhámos um momento muito importante para o movimento paralímpico, não só a nível de África, mas internacional. É fruto de muito trabalho, com base nas reuniões regulares com a União Africana e o Comité Paralímpico Africano.
Este acordo vai permitir que tenhamos as condições criadas, para permitir aos atletas africanos qualificarem-se directamente para os Jogos Olímpicos e outras provas internacionais. Anteriormente, o nosso continente era bastante penalizado nos critérios de selecção. Bem-haja o desporto adaptado africano.

Sede dos jogos
Ao contrário de Marraquexe, os jogos vão decorrer em Rabat, com a participação de sete modalidades, designadamente atletismo, boxe, levantamento de peso, basquetebol em cadeira de rodas, natação, voleibol sentado e badminton, cujo número de atletas participantes vai depender dos países que confirmarem a sua presença na competição.
Rachid Talbialami, ministro da Juventude e Desportos de Marrocos, garantiu que o Governo vai criar todas as condições, para que a primeira edição dos jogos fique na memória dos marroquinos, sem colocar de parte a diplomacia de Leonel da Rocha Pinto.
“Primeiro, começo por agradecer ao presidente do CPA por nos conceder este privilégio de organizar os primeiros Para-Jogos Africanos. É também uma honra para nós, porque, no mês de Agosto, iremos acolher os Jogos Africanos. É um momento de grande exaltação para Marrocos. Vamos dar especial atenção a todos os que estiverem engajados nesta actividade. Estou convencido de que vamos cumprir com o compromisso assumido.”
O presidente do CPI elogiou o trabalho de Leonel Pinto, sublinhando que “o caminho para Tóquio se tornou mais próximo para os atletas africanos. Devo enaltecer o empenho e a determinação do meu homólogo.”

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