Desporto

Guerreiros ambicionam triunfo diante da Argélia

Amândio Clemente |Radès

Defender a terceira posição, alcançada na edição passada, é o que resta à Selecção Nacional sénior masculina de andebol, quando defrontar hoje, às 16h00, a similar da Argélia, no Pavilhão do Complexo Olímpico de Radès, no encerramento da 24ª edição do Campeonato Africano das Nações disputado na Tunísia.

Combinado angolano às ordens de Nelson Catito jogam amanhã pela medalha de bronze
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro|Radès

Após o humilhante desaire de sexta-feira, diante da selecção anfitriã (Tunísia), por 39 - 23, os Guerreiros pretendem limpar a pálida imagem num jogo de triste memória, com uma prestação capaz de fazer esquecer o "apagão" competitivo, mas permita vencer o "duelo" com os argelinos. Uma tarefa difícil, por aquilo que o conjunto magrebino tem demonstrado.
Para preparar este confronto de crucial importância para o "sete" nacional, a equipa técnica programou apenas uma sessão de treino teórico, com a visualização de vídeos dos jogos do adversário, de modo a aferirem os seus esquemas tácticos e contraria-los.
O trabalho de recuperação psicológica também mereceu particular atenção, pois os efeitos da contundente derrota frente aos tunisinos podem pesar no desempenho dos atletas.
Neste âmbito, Ana Paula da Silva "Palu", chefe da delegação, manteve um encontro com os jogadores, na noite de sexta-feira, com o propósito de amenizar os eventuais "estragos" psicológicos que a "cabazada" tenha provocado. O mesmo trabalho foi feito, presume-se, pela equipa técnica, que por sinal é liderada por um psicólogo de profissão, visando manter o foco dos atletas, na manutenção do terceiro lugar, diante de um adversário que também almejava a final.
O histórico dos últimos confrontos entre as duas formações é favorável aos Guerreiros, e pode no mínimo ser motivador, apesar de terem perdido o amistoso durante o estágio de preparação, em terra argelinas, antes do CAN.
Mas, o "duelo" de hoje é a "doer", ao passo que o anterior foi a "feijões". A Argélia também traz os níveis motivacionais em baixo, por conta de duas derrotas nos últimos jogos, embora por números menos expressivos, com os mesmos culpados, mas vai procurar redimir-se neste confronto.
Com estes condimentos, a partida de logo será renhida e com desfecho imprevisível, porque, além da disputa de um lugar no pódio, há contas a ajustar, antevendo-se, para já, um bom espectáculo, onde a equipa que menos erros cometer vai, certamente, sair a sorrir.
Para o técnico Nelson Catito o encontro com a Tunísia é para esquecer. O grupo deve estar concentrado e ignorar o encontro passado. Como referiu, na conferência de imprensa, após a derrota com as Águias de Cartago, "será uma partida totalmente diferente, até porque não há jogos iguais", esperando que os jogadores tenham outra atitude e postura na abordagem inicial do desafio.
Os Guerreiros devem para tal defender bem, para enervar o combinado da Argélia, muito temperamental e indisciplinado, explorar no máximo este aspecto, para provocar exclusões de dois minutos, muito frequentes nos jogos dos argelinos, e tirar vantagem no marcador.
Mas, a Argélia tem uma claque barulhenta, provocadora, e a equipa técnica tem de trabalhar com os atletas para que não sejam influenciados pelos assobios e os apupos vindos dos adeptos, sistemáticos quando os oponentes atacam a baliza argelina.
Um factor a ter em conta, se lembramos o "apagão" da primeira parte do desafio com a Tunísia, provavelmente provocado pelo barulho ensurdecedor vindo das bancadas. Do lado contrário, há igualmente a vontade de vencer. Depois de ter falhado o objectivo de chegar a final, e conquistar o troféu, para a Argélia só o terceiro lugar interessa.

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