Desporto

Guerreiros jogam cartada em busca de proeza inédita

Amândio Clemente | Radès

Alcançar a primeira final de um Campeonato Africano das Nações de andebol é o objectivo que persegue a Selecção Nacional sénior masculina, quando defrontar hoje, às 18h30, a similar da Tunísia, em desafio das meias-finais da competição, que decorre, em Tunis, desde o dia 16 até domingo, no Pavilhão do Complexo Olímpico de Radès.

Mesmo a jogar em ambiente adverso jogadores acreditam ser possível vergar os anfitriões
Fotografia: Vigas da Purificação |?Pdições Novembro

Uma empreitada de elevado grau de dificuldade para os pupilos de Nelson Catito, já que têm pela frente o campeão em título. A jogar em casa, onde se prevê recinto cheio e ambiente infernal, não se perspectiva tarefa fácil para o conjunto nacional.

Os Guerreiros, apesar destes factores a favor do adversário, acreditam que têm potencial para contrariar o favoritismo e, quiçá, surpreender os anfitriões. Aliás, os jogadores do “sete” nacional estão motivados para este encontro, embora saibam que terão de ter capacidade de sofrimento, e encontrar argumentos para com arte e engenho superar as dificuldades a serem impostas pelos oponentes.
O combinado nacional tem dupla tarefa neste desafio: além de enfrentar e contrariar os argumentos tácticos do adversário na quadra, terá de ter frieza suficiente para aguentar os apupos e os assobios vindos das bancadas.
A Tunísia vai entrar em campo com o estatuto de favorita, condição que irá procurar confirmar logo nos minutos iniciais.
Mas, também sabe que terá pela frente uma equipa aguerrida, capaz de criar dissabores, se for menosprezada, e não regateia luta até ao fim dos jogos, pelo que vai utilizar todos os argumentos, a fim de não dar margem de manobra a uma eventual réplica, que complique os seus intentos. A jogar em casa, não passa pela cabeça dos jogadores tunisinos, e equipa técnica, outro resultado que não seja o triunfo, que os leve para a revalidação do título.
Um teste muito complicado para Angola, mas conforme sublinhou o técnico Nelson Catito, na conferência de imprensa após a derrota frente ao Egipto, “não vai ser fácil, mas a equipa está preparada para defrontar qualquer adversário nesta fase da competição. Estamos focados no objectivo de disputar a final e lutar para levar o troféu”.
A mesma vontade de vencer tem sido manifestada pelos jogadores, cuja ambição é erguer o ceptro continental, apesar de reconhecerem que a empreitada é de grande envergadura e complicada de concretizar.
O grau de dificuldade é ainda maior porque terão pela frente uma equipa moralizada pelas vitórias consecutivas, sendo a par do Egipto, a que ainda não conheceu o sabor amargo da derrota nesta prova. Mas, para o combinado angolano cada jogo tem a sua particularidade, e hoje esperam apresentar-se ao melhor nível para contrariar os donos da casa. Difícil, mas não impossível. A ver vamos.... como se vão comportar dentro da quadra Rome Hebo, Gabriel Teka, Manuel Nascimento “Manucho”, Otoniel Pascoal, Mário Tati e companheiros, capitaneados pelo guarda-redes Geovanny Muachissengue.

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