Desporto

“Guerreiros” regressam com missão cumprida

Teresa Luís

Com o sentimento de missão cumprida, a Selecção Nacional sénior masculina de andebol, regressa ao país na madrugada de hoje, após conquistar a medalha de bronze na 23ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), disputado em Libreville, Gabão.

Jogadores da Selecção Nacional repetem proeza e cumprem objectivos em solo gabonês
Fotografia: Rogério Tuti| EDIÇÕES NOVEMBRO

Ao terminar na terceira po­sição do pódio, os “Guerreiros” repetiram o feito alcançado na edição anterior, em 2016 no Egipto e qualificaram-se para o Campeonato do Mundo de 2019, a ser co-organizado em Janeiro, pela Alemanha e Dinamarca.
O meia-distância direito do Interclube e da selecção nacional, Adelino Pestana “ Amarelo” integrou ainda o sete ideal da competição africana. Angola começou o CAN com vitória diante da Nigé­ria (29-16). Seguiram-se dois triunfos sobre o Congo Democrático (28-23) e Marrocos (32-21), antes da derrota frente o Egipto (20-24), na última jornada da fase preliminar.
Nos quartos-de-final, os comandados de Filipe Cruz derrotaram a Argélia (29-27), reeditando o triunfo que lhes valeu o terceiro lugar no CAN anterior. Na luta pelo acesso à final da prova, Angola foi goleada pela Tunísia, (14-34), na única partida em que não estiveram a bom nível.
Finalmente, sábado, no prélio de atribuição ao terceiro lugar da tabela, equivalente à última vaga para o próximo campeonato do Mundo, os "Guerreiros" venceram Marrocos (29-26). A manutenção do terceiro lugar era o objectivo do grupo.
A Tunísia ocupou o primeiro lugar do pódio, seguida do Egipto, Angola, Marrocos, Gabão, Argélia, Congo Brazzaville, Congo Democrático, Camarões e Nigéria. Com dez troféus conquistados, os tunisinos são os mais titulados no ranking continental. A Argé-lia soma oito títulos africanos e o Egipto menos um.
Os números atestam o do­mínio dos conjuntos magrebinos nas competições sob a égide da Confederação Africana, no que ao andebol masculino diz respeito. Selecções como a Tunísia e Egipto, cujos jogadores principais actuam nas equipas europeias, beneficiam ainda de competições de alto nível, na região do Ma-
greb, factor que lhes permite dotar os praticantes de maior rodagem.
Angola, embora de forma discreta, tenta a todo o custo marcar presença contínua no pódio, meta atingida em 2016 e 2018. O campeonato africano sénior masculino começou a ser disputado em 1974. Angola estreou sete anos depois e terminou na quinta posição, classificação repetida até 1985.
Decorridos dois anos, o "sete" nacional baixou dois lugares. Em 1989 o conjunto angolano também ocupou o sétimo posto. De 1991 a 96, a selecção falhou a participação no CAN, voltando a jogar a fase final do africano em 1998, ano em que ocupou o oitavo lugar.
Depois de um hiato de 4 anos, os guerreiros voltaram em 2002 e terminaram a prova na sexta posição. Na edição seguinte, subiu ao pódio pela primeira vez, ocupando o terceiro lugar e garantindo a qualificação para o mundial da Alemanha.
Nos campeonatos africanos de 2006 e 2008, os angolanos ocuparam a quarta posição. Em 2010 baixaram um lugar. Dois anos depois, terminaram na sexta posição da tabela classificativa e, em 2014 subiram dois lugares.
Geovani Muachissengue, Cláudio Lopes, Fábio Lopes (guarda -redes),Gabriel Te­cas, Agnelo Kitongo, Aguinaldo Tati (pivôs), Edvaldo Ferreira, Mário Tati (meia-distância esquerda), Romé Hebo, Feliciano Couveiro, Adelino Pestana (meia-distância direito), Adilson Mane­co, Elsemar Santos (pontas esquerdo), Nestor Kinanga e Otoniel Pascoal (pontas di­reito) são os jogadores que estiveram ao serviço da Selecção Nacional.

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