Desporto

Herlander Coimbra antevê dificuldades para Angola

Armindo Pereira

O antigo internacional angolano Herlander Coimbra considerou que a Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol vai ter adversários muito difíceis na fase preliminar da 18ª edição da Copa do Mundo da FIBA China'2019, onde está inserida no Grupo D, ao lado da Sérvia, com quem estreia a 31 de Agosto, Itália e Filipinas.

Poste Yannick Moreira (à esquerda), 2,11 metros é um dos poucos atletas a jogar fora de portas
Fotografia: Angop

Em declarações ao Jornal de Angola, reagindo ao sorteio realizado sábado do primeiro Mundial com 32 selecções, a disputar-se de 31 de Agosto a 15 de Setembro, na China, o ex-jogador sublinhou que os hendecacampeões africanos estão numa série com duas selecções que já foram campeãs continentais e mundial, casos da Sérvia e Itália, esta última levantou somente o título europeu.
Segundo Herlander, a selecção filipina com jogadores naturalizados, dotados de técnica individual apurada também será um “osso duro de roer”.
“A Itália têm mais de seis jogadores espalhados pelas melhores ligas de basquetebol do mundo, dos quais quatro estão na NBA e com a Sérvia este número é ainda mais alargado. Contrariamente a isso, nós não temos qualquer jogador na NBA, com créditos firmados capaz de fazer a diferença”, recordou.
Para diminuir o fosso, o antigo extremo defende que os trabalhos de preparação do combinado nacional devem começar imediatamente, de modo a salvaguardar questões de ordem administrativa, como longas esperas em aeroportos, reservas de hotéis antecipadas, e diárias pagas em tempo oportuno de modo a motivar os jogadores.
“À partida, as Filipinas parecem-nos ser um adversário mais acessível. Mas isso é fruto do pouco conhecimento que temos em relação a este adversário. É um país com forte influência americana, tem alguns jogadores que foram naturalizados, grande parte vindos da América do Norte, como Porto Rico, México e Estados Unidos”, salientou.
Contrariamente a estes indicadores dos adversários de Angola na fase preliminar, o antigo jogador do 1º de Agosto recordou que a maior parte dos jogadores seleccionáveis actuam no país, com excepção de Valdelício Joaquim e Yanick Moreira que actuam na diáspora.
“As nossas promessas mais sonantes estão a evoluir na NCA, liga universitária norte-americana, que são Bruno Fernando e Sílvio de Sousa, até aqui os que melhores indicadores têm apresentado. Mas isso torna-se indiferente ao lado de adversários com outra rotina de jogo”, analisou um dos principais triplista de todos os tempos do “cinco” nacional.
Recentemente, em declarações ao Jornal de Angola, o seleccionador nacional William Voigt não descartou a possibilidade de convocar novos jogadores.
Ainda de acordo com o analista de basquetebol, A FIBA está a fazer uma campanha para que o extremo-poste Eduardo Mingas, com quatro presenças em campeonatos do mundo, venha a fazer parte dos eleitos do combinado nacional.
“Eduardo Mingas pode fazer parte de uma lista restrita de jogadores com cinco participações em mundiais. A FIBA está atenta a isso, porque sabe que o jogador ainda está no activo”.

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