Desporto

Interclube abre vantagem na disputa final com rivais

O Interclube começou da melhor maneira a caminhada rumo à revalidação do título, ao vencer o 1º de Agosto no primeiro jogo, por 62-53, dos cinco do “play-off” da final do Campeonato Nacional sénior feminino de basquetebol, disputado  no Pavilhão principal  da Cidadela.

Polícias mantêm superioridade nos confrontos com as militares nesta época com a quinta vitória sobre as adversárias
Fotografia: Paulo Mulaza | Edições Novembro

As militares começaram por abrir uma vantagem de cinco pontos, mas num ápice as campeãs em título equilibraram , fruto da maior concentração na hora da finalização, e passou a liderar o marcador, mas com o equilíbrio a ser a tónica dominante.
Preocupado com o desequilíbrio ofensivo,  Jaime Covilhã mexeu várias vezes no "cinco" inicial, para tentar equilibrar e anular as unidades que até então vinham sendo as mais produtivas do lado contrário.  A equipa militar conseguia circular melhor a bola, mas pecava na finalização.
A base Italee Lucas e as extremo-poste Akongue Pauline e Felizarda Jorge comandavam as acções ofensivas do Interclube, que venceu o quarto inicial, por 13-9, confirmando deste modo a superioridade patenteada.
No início do segundo quarto, a equipa afecta ao Ministérios do Interior obrigou o 1º de Agosto a esgotar o tempo de ataque sem converter qualquer ponto, duas vezes consecutivas, fruto da marcação individual homem a homem.   
A entrada da extremo Ana Gonçalves permitiu ao 1º de Agosto aproximar-se do marcador. A norte-americana Alicia Devaughn e Rosa Gala conseguiram descobrir espaços para visar o cesto contrário, mesmo sob forte marcação.
O resultado ao intervalo maior voltou a ser favorável às “policias”, desta por 31-25. As militares, decididas a mudar o rumo dos acontecimentos,  submeterem Felizarda Jorge e Italee Lucas a uma marcação impiedosa, o que permitiu a turma rubro e negra explanar melhor o seu basquetebol e aproximar-se no marcador.
Separadas por quatro pontos, 42-38,  à entrada do quarto e último período, quando tudo indiciava uma reviravolta no resultado, veio ao de cima a eficácia de lançamento das jogadoras do Interclube, que não deixaram escapar a vitória, por 62-53, rumo à revalidação do título.  O segundo jogo acontece hoje, às 18h00, no mesmo recinto.

Disputa pelo bronze

O Interclube de Benguela está a uma vitória de consolidar a terceira posição na prova, caso vença hoje, às 16h00, o Grupo Desportivo o Maculusso, no “play-off”, a melhor de três partidas, depois de triunfar ontem, por 72-66, com já favoráveis 45-33, ao intervalo.
Júlio Machado “Papa”, técnico do Maculusso, reconheceu a falta de eficácia nos lançamentos de bandeja. O objetivo é impedir que a equipa adversária repita a proeza de ontem e resolva a eliminatória. Em declarações ao Jornal de Angola, o treinador disse que pretende apresentar uma equipa mais concentrada.
“Queremos levar a decisão até ao terceiro jogo. A finalização debaixo do cesto é algo que vamos tentar melhor no próximo jogo. Falhámos cerca de 80 por cento destes lances e nos lances livres. Houve alguma ansiedade das minhas jogadoras, e o Inter de Benguela soube aproveitar. Na parte final, conseguimos recuperar 16 pontos de desvantagem. É esta atitude que espero no próximo desafio”, revelou.
Por seu turno, Filomeno Manuel, adjunto do Inter de Benguela, disse que foi necessário muito esforço das jogadoras, e destacou a importância de ter começado com vitória.
“O trabalho árduo, a união do grupo foi fundamental. Elas acataram o que lhes foi transmitido pela equipa técnica. Vamos ter o mesmo empenho contra o Maculusso, que é uma equipa muito forte”.     
A vitória do Inter de Benguela começou a ser desenhada no quarto inicial, fruto da sua maior eficácia nos lançamentos a curta distância, tendo vencido o período, por 26-13.
A equipa de Luanda teve inúmeras dificuldades para ultrapassar a cortina defensiva das contrárias.
O jogo prosseguiu com a mesma dinâmica, mas com o Maculusso a manter o mesmo défice nos lançamentos debaixo da cesta, para desespero de Júlio Machado, que via a diferença pontual a dilatar-se cada vez mais.
As substituições trouxeram alguma melhoria para o Maculusso, que conseguiu marcar 20 pontos no parcial, menos quatro que o conjunto vindo da cidade das Acácias Rubras. As dificuldades aumentaram para o Maculusso, depois da substituição de Ruth Paim, rendida por Maura António, depois de atingir a quarta falta.     
No final, a equipa reduziu a diferença, mas não conseguiu reverter o resultado a seu favor, e perdeu por 72-66.


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