Desporto

Interclube e Marinha jogam no arranque da prova nacional

Armindo Pereira

A 33ª edição do Campeonato Nacional sénior feminino de basquetebol começa a ser disputada hoje, com a primeira jornada a reservar as partidas Maculusso-Interclube, às 16h00,  no pavilhão Victorino Cunha e 1º de Agosto B - 1º de Agosto,  duas horas mais tarde, no mesmo recinto.

Com os novos moldes as equipas vão realizar 80 partidas esta época
Fotografia: José Soares|Edições Novembro

O campeonato da bola ao cesto vai contar com a presença de cinco agremiações, sendo quatro da capital e uma de Benguela, o Inter, que fol-ga por força de calendário na jornada inaugural.
Depois da disputa da Supertaça, na semana passada, prova que marcou a abertura da época desportiva, ganha pelo Interclube, as equipas aprimoraram ao detalhe a componente técnica e táctica, para a competição que se antevê desgastante, a julgar pelo novo molde de disputa.
De acordo com Nuno Teixeira, director técnico da Federação Angolana de Basquetebol, o calendário, tem prevista a realização de 80 partidas, num modelo experimental, contrariamente aos 24 desafios das edições anteriores. A prova terá duas fases: a regular, em que as cinco equipas se defrontam no sistema todos contra todos a quatro voltas.
“Este ano, não vamos ter um campeonato africano, a nível dos seniores femininos. A federação pretende dar maior rodagem competitiva às jogadoras, pelo facto de o campeonato nacional decorrer num período muito curto”, esclareceu.
As quatro primeiras classificadas disputam as meias finais, no sistema de playoffs, a melhor de três jogos, ao passo que a final será a melhor de cinco partidas, duas das quais a serem disputadas em Luanda, e as três últimas na província de Benguela, no Pavilhão das Acácias.
No entanto, o 1º de Agosto, campeão em título, está preocupado com o facto de a FAB não ter aprovado a inscrição da internacional angolana, Clarice Mpaka. A equipa não contou com os préstimos da jogadora na Supertaça, mesmo depois de ter cumprido com os trâmites para a sua inscrição, mas até agora não foi notificada, de acordo com o técnico Jaime Covilhã.
“O que aconteceu na Supertaça foi um escândalo porque o processo da jogadora deu entrada na FAB a tempo e horas, devidamente constituído. Ainda assim, a jogadora foi impedida de jogar, é evidente que estamos muito preocupados com esta situação”, desabafou. 
Nuno Teixeira garantiu que o assunto será resolvido antes do arranque do campeonato.

Tempo

Multimédia