Desporto

JGM começa a enviar atletas para o Brasil

António de Brito

Com o objectivo de obter recursos financeiros para a materialização dos projectos em carteira, a direcção do JGM, do Huambo, vai passar a enviar jogadores para o Brasil, no âmbito de um acordo de parceria a ser celebrado, brevemente, com uma formação daquele país americano.

Fotografia: Edições Novembro

Em Dezembro, os três primeiros futebolistas seleccionados seguem para o Brasil, designadamente, Bruno (lateral direito), Edmilson (trinco) e Salú (médio ala), todos com 20 anos.
Contactado pelo Jornal de Angola, Jorge Mangrinha, presidente de direcção do JGM do Huambo, disse que a medida tem dois propósitos: “conseguir recursos financeiros com a ida de jogadores para o Brasil. A partir do país sul-americano, os atletas angolanos, facilmente, chegam à Europa. O Brasil é o país que mais futebolistas envia para o velho continente”, esclareceu o dirigente desportivo.
Jorge Mangrinha sublinhou, ainda, que o acordo de parceria não beneficia só o clube,  também, o futebol angolano.
“Penso, que os ganhos serão para ambas as partes, JGM e Selecções Nacionais. Estou convencido de que seremos muito bem sucedidos. Esta, é a nossa visão para o engrandecimeto do futebol angolano”, disse e acrescentou que os três jogadores entram em cena no Campeonato Estadual do Brasil, em Janeiro, sem avançar o nome da colectividade.
Quanto aos valores a arrecadar, com o envio de atletas, Jorge Mangrinha adiantou que está dependente do acordo a ser rubricado entre as partes.
“Agora, não posso informar-lhe taxativamente, acer-ca dos valores monetários. Haverá uma cláusula. Sinceramente, não estou em condições de tecer quaisquer comentários. Depois do acordo, estarei em condições de reportar-lhe sobre o assunto”.

 

Desistência

Depois do JGM do Huambo desistir do Girabola de 2018, alegadamente por  razões financeiras, Jorge Mangrinha referiu que o clube não está suspenso, visto que cumpriu com os perceitos legais, antes de abandonar o campeonato.

“Nós escrevemos aos órgãos competentes. Reunimos, inclusive, com o presidente da FAF e escrevemos à ministra da Juventude e Desportos. Nós não tínhamos recursos financeiros para terminar a prova. Por isso, não vejo motivos para sermos penalizados”, desabafou o presidente do JGM.

Em relação ao regresso da equipa à primeira divisão, Mangrinha adiantou que a prioridade é a formação. 

“Não nos passa pela cabeça voltar,  tão cedo, ao Girabola. Sem dinheiro não se fazem omeletas”, concluiu.


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