Desporto

Jogadores reclamam dívidas avultadas de mais de três anos

Anaximandro Magalhães

Um montante a rondar aproximadamente os seiscentos mil dólares é o valor em dívida contraído pelo Recreativo do Libolo,  de 2012 a 2017, por incumprimento no pagamento dos vínculos contratuais de Carlos Morais, Helmer Félix, Agostinho Coelho, Bráulio Morais, Vladimir Pontes e Zola Paulo "Lobão".

Fotografia: José Cola| Edições Novembro

Detentor desde o ano passado dos direitos desportivos, o Sport Libolo e Benfica, na voz dos seus dirigentes, disseram, segundo os jogadores entrevistados pela Rádio Cinco, canal desportivo da Radiodifusão Nacional de Angola (RNA), que estes se negam pagar alegando: " que o compromisso foi assumido com o Recreativo do Libolo, clube oriundo da província do Cuanza Sul, na altura presidido por Rui Campos".
Agostinho Coelho, Vladimir Pontes, Zola Paulo e Bráulio Morais, foram as vozes que em uníssono entoaram o coro do desalento “trabalhámos muito e demos o melhor de nós em prol do clube, por isso merecemos receber que nos é devido”, argumentaram.
Lobão assumiu: “intentei já uma acção judicial contra o Libolo. Antes de o fazer ainda liguei para alguns dirigentes mas infelizmente não obtive respaldo.
O processo está a seguir os seus trâmites”.
Bráulio, a quem o clube deve mais de cento e cinquenta mil dólares, referente a luvas contratuais, prémio de jogos, e quatro meses de salários lamentou "tenho duas filhas e mulher. Tenho pais preciso do meu dinheiro", concluiu.
Vladimir Pontes, cujo valor ascende os cem mil, disse "infelizmente aqui em Angola algumas pessoas não são sérias".
O Jornal de Angola tentou ouvir, mas em vão, alguém ligado à direcção das "águias de Calulo". Em vias de rescindir contrato, depois de Reggie Moore, está o extremo Pedro Bastos, cujo desejo, apurou o Jornal de Angola, é regressar ao Petro de Luanda, equipa com a qual se sagrou, em 2015, campeão nacional em seniores masculinos.

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