Desporto

Luisinho aposta no Brasil para campeão do mundo

Honorato Silva

Antigo jogador do Petro de Luanda e da Selecção Nacional, com passagem por vários clubes do futebol português, Luís Cazengue “Luisinho”, comentador da Rádio Cinco, perspectivou o Mundial da Rússia.

Fotografia: Edições Novembro

“A minha expectativa é enorme. Sobretudo que as pessoas gozem e consigam divertir-se, porque o futebol é um fenómeno social abrangente, que tem mudado realidades. Que as equipas teoricamente inferiores consigam arranjar processos para dificultar as subjectivamente superiores. Mas que também aconteçam inovações, porque o futebol está sempre a evoluir e a crescer”, adiantou. 
Cinco são as selecções destacadas por Luisinho: “Elegi três favoritas, Alemanha, Brasil e Espanha, mais Portugal e França, candidatos não favoritos. Os portugueses, porque são os campeões europeus e vão seguir o mesmo trajecto que fizeram há dois anos, até conquistar o título continental. Também vou torcer pela Bélgica, que está com uma geração de jogadores espectaculares, quando há dez anos era quase zero, com futebol mau jogado. Depois vem a Alemanha, porque no momento de pressão pesa a experiência. Os alemães convivem muito bem com a pressão.”
O meio campo do Brasil é, segundo o analista desportivo, muito forte.
“Tem quatro vértices muito preenchidos, por Paulinho, Coutinho, William e Neymar. Depois, o Jesus no ataque. O Casimiro vai suportar o quinteto. Acho que nenhuma selecção no mundo tem tanta criatividade como o Brasil. Espero que essas cinco equipas consigam aparecer”.
Quanto à representação africana, Luisinho disse que as selecções aparecem mais maduras.
“A Nigéria, só pela indumentária, mostrou que está organizada e alegre. Mas sabemos que muitas vezes as questões administrativas influenciam negativamente o desempenho das equipas africanas. Marrocos e Egipto têm uma maior organização. Por isso, penso que vão poder ter uma melhor classificação, entre os africanos. São capazes de transpor a barreira psicológica dos quartos-de-final. Já esteve muito próximo, em 2010, com o Ghana, na África do Sul”.
Na escolha dos finalistas, Brasil e Alemanha são as apostas de Luís Cazengue, com vitória dos brasileiros.
“Aqui, confesso que me deixo levar pela simpatia. Como disse, num trabalho que fizemos na rádio, quando vi pela primeira vez televisão, aos oito anos, depois de chegar a Luanda, foi o Mundial de 1982, em Espanha. Vi o Paulo Isidoro e Serginho. Aí começou a minha paixão pelo futebol e pelo Brasil. A razão me diz que o vencedor será a Alemanha, mas a paixão diz que será o Brasil.”

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