Desporto

Mário Palma termina vínculo com a Tunísia

António Ferreira

A Tunísia tem novo seleccionador nacional sénior masculino de basquetebol. Trata-se do alemão Dirk Bauermann que rende no cargo o luso-guineense Mário Palma, cujo vínculo contratual terminou em Dezembro de 2019. Consumado o divórcio, Palma assume o comando técnico do Club Africain de Tunis.

Fotografia: DR

Bauermann, de 62 anos de idade, treinou a Alemanha nos Mundiais de 1994, 2006 e 2010, com passagens pelas selecções da Polónia e Irão, em 2013 e 2015, respectivamente.
Sinais de mudança nas selecções de primeiro plano, como são os casos da Costa do Marfim, agora treinada pelo espanhol Natxo Lezkano, em substituição do italiano Paolo Povia. A Nigéria tem novo rosto, nomeadamente o norte-americano Mike Brown - nas últimas três temporadas foi assistente de Steve Kerr, no Golden State Warriors -, rendendo Alex Nwora.
O Egipto entrou na onda e contratou Ahmed Marei. Aos 60 anos, Marei tem como missão apurar o Egipto para o Afrobasket' 2021 e o Mundial FIBA'2023. No Senegal, o espanhol Porfirio Fisac está de volta ao comando dos “Leões da Teranga”, três anos depois da medalha de bronze conquistada no Afrobasket' 2017. Fisac terá como assistente o ex-internacional senegalês Boniface Ndong.
Internamente, com a federação a ser gerida por uma Comissão de Gestão e a selecção em “stand by”, no que ao treinador diz respeito, o momento impõe uma viragem, já que o modelo que levou a contratação de Voigt caiu em desuso.
A 23 de Junho, a equipa nacional disputa o torneio pré-olímpico e a questão permanece no segredo dos deuses. Quatro meses para preparar o processo administrativo e técnico, é insuficiente para criar toda a logística, visando uma preparação a contento.
Porém, para contratar é preciso ter uma boa almofada financeira e, pelos vistos, o cofre está vazio. Nos bastidores fala-se dos regressos do luso-guineense Mário Palma e do português Luís Magalhães. Lazaré Adingono, actualmente ao serviço do Petro de Luanda, também é uma carta em cima da mesa.
O recurso à prata da casa pode ser a solução. Fala-se na hipótese de Manuel Silva “Gi”, Alberto de Carvalho “Ginguba”, José Carlos Guimarães, Paulo Macedo, Raul Duarte, Carlos Diniz, entre outros, para mais uma aventura olímpica.
O foco entre os prosélitos da modalidade é a contratação do seleccionador nacional, e no cenário actual, os comentários exigem que a Comissão de Gestão contrate, o mais rápido possível, um técnico potencialmente qualificado e capaz, para que num curto espaço de tempo consiga preparar a equipa para uma representação ao mais alto nível.

Tempo

Multimédia