Desporto

Militares e tricolores lutam a dois pelo título

António de Brito

Com seis jornadas do Girabola 2018/19 já disputadas, apesar de haver dois jogos em atraso, as formações do 1º de Agosto e do Petro de Luanda mantêm firme os seus intentos no campeonato, que visam a conquista do troféu, uma vez que ambas estão separadas por dois pontos na classificação.

Sambilas atravessam bom momento no campeonato apesar dos salários atrasados
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

O 1º de Agosto, tri-campeão nacional, lidera a competição com 14 pontos, ao passo que o Petro de Luanda, vice-campeão, ocupa o segundo lugar, com 11 pontos e menos um desafio.
Depois do afastamento da preliminar de acesso à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos, pelo AS Otôho do Congo Brazzaville, a formação militar  concentra todas as atenções na competição, com o objectivo de conquistar o tetra-campeonato, que  a acontecer  será um feito inédito na história da equipa de futebol.
Comparativamente à época passada, o 1º de Agosto está a realizar um início de Girabola digno de realce, pois dos seis encontros disputados venceu quatro e empatou dois.
No ano passado, à saída da sexta jornada da prova, a equipa rubra e negra somava 11 pontos, em consequência de três vitórias, dois empates e uma derrota.
A fazer a maior travessia no deserto, visto que não vence o campeonato há dez anos, o Petro de Luanda aposta todas as fichas no resgate do título do Girabola, de modo a atenuar a fúria dos seus exigentes adeptos.
À frente do leme há quatro épocas, o técnico Roberto Bianchi só tem uma saída: vencer o tão pretendido troféu, para voltar a garantir o carinho da massa associativa, depois da conquista da Taça de Angola, em 2017.
Na época de 2018, o Petro de Luanda teve um arranque com alguns sobressaltos, sendo que dos seis jogos realizados ganhou dois e empatou quatro, perfazendo 10 pontos.
Caso esta passada continue, 1º de Agosto e Petro de Luanda vão seguramente levar a decisão do título até à última jornada do campeonato, uma vez que os restantes concorrentes, designadamente Kabuscorp do Palanca, Interclube e Recreativo do Libolo não dão sinais evidentes de que pretendem discutir o campeonato.
Progresso Sambizanga e FC Bravos do Maquis estão a fazer uma campanha acima das expectativas, ao contrário da edição passada do Girabola.
Apesar das dificuldades financeiras, com seis meses de salários em atraso, o plantel do Progresso transforma os problemas em forças e espírito competitivo para pontuar jogo após jogo, estando na terceira posição, com dez pontos. O FC Bravos do Maquis vem  logo a seguir, com os mesmos pontos.
Nesta primeira volta, "sambilas" e "maquisardes" pretendem assegurar já a manutenção na competição. No campeonato passado, à saída da sexta jornada, o Progresso ocupava a 13ª posição, com três pontos, os mesmos do Maquis no 14º lugar.

Disputa pela manutenção
Nas duas últimas jornadas, o Sporting de Cabinda fez uma excelente recuperação, após triunfos sobre o Saurimo FC e Cuando Cubango FC. A formação leonina saltou da última para o nono lugar, com sete pontos. Nesta situação encontram-se as formações do ASA, Académica do Lobito, Santa Rita do Uíge, Cuando Cubango FC, Saurimo FC e Recreativo da Caála.

Polémica na competição
A falta de comparência aplicada ao Recreativo da Caála, por não ter realizado o jogo com o Santa Rita do Uíge, relativo à primeira jornada da prova, provocou um ambiente desolador nas hostes dos caalaenses. Horácio Mosquito, presidente de direcção do Caála, prometeu levar o caso à Confederação Africana de Futebol (CAF), por considerar ter sido injustiçado pela Federação Angolana de Futebol (FAF). Um caso que, certamente, ainda vai fazer correr rios de tinta até ao seu desfecho.

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