Desporto

Militares viajam animados para lutar em Lubumbashi

Honorato Silva

Com a bênção dos adeptos, nomeadamente os que sá-bado acorreram ao 11 de Novembro, o 1º de Agosto viaja hoje à cidade de Lu-bumbashi, onde sexta-feira, às 14h00, decide frente ao TP Mazembe, no Estádio de lá Kenya, o apuramento para as meias-finais da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

Rubro e negros decidem presença na fase seguinte da competição de clubes fora de portas
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

De acordo com o programa de preparação do embaixador angolano, estão previstos dois treinos nos domínios do adversário, antes do reconhecimento, na quinta-feira, do relvado sintético do palco do desafio de decisão da eliminatória.
A comitiva encabeçada pelo presidente do clube, Carlos Hendrick da Silva, passa em trânsito por Joanesburgo, África do Sul, com o grupo na máxima força, confiante na passagem da barreira dos quartos-de-final, feito que estabelecerá um novo registo do país na principal competição de África.     
O empate (0-0), no jogo da primeira “mão”, transfere a pressão para o colosso continental, que esbarrou em Luanda na bravura competitiva dos militares do Rio Seco, tri-campeões angolanos empolgados pelo ambiente da grande montra futebolística. O regresso de Geraldo, depois do afastamento, por alegada acumulação de amarelos, deixa a equipa mais forte no processo ofensivo.
A sessão de treino realizada ontem, no Estádio França Ndalu, a única em casa, serviu para a recuperação do grupo do desgaste do desafio da primeira “mão”, que atingiu níveis elevados na entrega física, dada a robustez dos atletas do TP Mazembe.
Substituído no segundo tempo, por lesão, Show é o único caso clínico, mas nada que preocupe o corpo técnico. Contrariamente à in-formação avançada pela Confederação Africana, o médio defensivo está disponível para o jogo de Lubumbashi, por não ter acumulação de cartões amarelos.

Estudo do adversário

Ivo Traça, adjunto de Zoran Maki, deixou uma mensagem de confiança para os adeptos militares e os angolanos, de forma geral. No registo habitual, o treinador disse que a pressão está agora do lado do adversário, factor que vão procurar capitalizar.
“A disposição para a viagem é óptima, depois de um grande jogo na primeira “mão”. O grupo está a reagir bem. Fizemos o primeiro treino, que foi mais de recuperação. Vamos fazer mais dois treinos, lá em Lubumbashi, onde vamos trabalhar com base naquilo que foi o jogo de sábado. Também não temos muito que trabalhar, porque já conhecemos bem o TP Mazembe”, afirmou.
O histórico de conquistas do opositor continua  longe de fazer mossa na estrutura dos rubro e negros: “Será difícil. Mas, como digo, não é impossível. Depois de vermos essa equipa a jogar, vimos que é muito forte, mas também temos as nossas armas. Vamos estudar bem o adversário, para conseguir um resultado positivo. O Mazembe está com mais tempo de recuperação. O campeonato no Congo terminou muito antes. Mentalmente estamos bem, porque nestes momentos não se vê muito os aspectos físicos”.
Geraldo revelou que está preparado ajudar os colegas, apesar de lamentar o facto de ter sido excluído do primeiro desafio muito em cima da hora. “Era um jogo que todos queriam disputar. Infelizmente fiquei de fora. Agora vamos lá, procurar fazer o nosso jogo. O adversário já sabe da nossa força. Estamos determinados a marcar fora. Os adeptos podem esperar de nós muita luta”, tranquilizou.
Nas graças dos adeptos, pelo desempenho de sábado, Anderson Guelor defendeu que em campo se limita a cumprir as orientações da equipa técnica. “Lá não será diferente. Estamos todos concentrados e empenhados na conquista do apuramento. Se voltar a merecer a confiança do treinador, vou procurar dar o meu melhor, na defesa dos nossos interesses”.  

 


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