Desporto

Ministério vai reabilitar infra-estruturas na ZEE

Teresa Luís

A recuperação das instalações desportivas na Zona Económica Especial (ZEE), localizada em Viana, constam das prioridades do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud), anunciou ontem, a directora para infra-estruturas, Lizeth Fernandes.

Reunião de quadros do pelouro anunciou as actividades prioritárias até ao fim deste ano
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A prioridade foi revelada durante o XI Conselho Consultivo Alargado, realizado no município de Cacuaco. O estado das instalações juvenis e desportivas foi o tema que mais suscitou a intervenção dos participantes, a par da participação de Angola nos Jogos da Região Cinco.
A dirigente realçou terem recebido propostas de algumas empresas para a reabilitação das infra-estruturas.
“Nesta fase estamos a analisar os documentos, e depois vamos remetê-los para apreciação superior. Queremos recuperá-las ainda este ano. A melhor proposta, em termos individual, seguramente vai merecer a nossa atenção”.
Um estádio de futebol sete, duas quadras multiusos, uma piscina de 30 metros e alojamentos fazem parte do pacote entregue ao Ministério. “Infelizmente as quadras não têm as medidas ideais. Vão ser partidas, para criar apenas uma. Vai ser construída a se-gunda no espaço já indicado. Por outro lado, vamos fazer uma pista de atletismo e um campo de futebol. A piscina de 30 metros vai ser reduzida para 25”, explicou.
Durante a sua explanação, Lizeth Fernandes afirmou que os quatro multiusos construídos em 2007, por ocasião do Afrobasket, nas províncias de Cabinda, Huambo, Benguela e Huíla, se encontram em avançado estado de degradação.
 Segundo a dirigente, o mesmo pode dizer-se em relação aos estádios construídos em 2010, por ocasião da disputa do CAN de futebol, e do pavilhão erguido em 2013, na província de Malanje para o Mundial de hóquei em patins.
“Problemas de infiltração de água e combustível, fissuras, falta de segurança, balneários e assentos vandalizados, rede eléctrica danificada, relva inexistente, placares electrónicos inoperantes, são  a realidade em quase todas as províncias”, disse a directora.
Para contrapor o quadro actual, Lizeth Fernandes su-geriu aos presentes a encontrarem soluções através da planificação, manutenção e formação.
 “Urge a necessidade de traçarmos um plano de gestão, com aposta na manutenção dos estádios, visando a rentabilização dos mesmos. Em termos de manutenção, poupar  não significa ganhar. Às vezes a busca pelo baixo custo dá lugar à fraca qualidade das instalações e clientes insatisfeitos. Os recintos precisam de ser auto-sustentáveis, com vista ao melhor aproveitamento”, frisou.
Relativamente à participação de Angola na oitava edição dos Jogos da SADC, o director nacional dos Desportos, Nicolau Daniel, explicou que a prova vai decorrer de 7 a 17 de Dezembro, no Botswana, cujo chefe de missão é o secretário-geral do Comité Paralímpico Angolano, António da Luz.
“Nesta fase, o pagamento da taxa de inscrição está na ordem dos noventa por cento. A missão angolana será composta por 180 elementos. Infelizmente a ginástica foi retirada do grupo de modalidades”.
A prova regional é disputada nas disciplinas de atletismo, basquetebol, natação, boxe, voleibol, futebol, judo, atletismo adaptado, netbol e ténis. Nicolau Daniel fez um balanço positivo da participação de Angola nos Jogos da CPLP, onde os atletas mantiveram o terceiro lugar da edição passada.
Quanto à prestação das distintas selecções nas competições internacionais, o director afirmou que há progressão em termos de resultados. “Este ano conquistámos 99 medalhas, contra as 39 do ano passado. Por isso, vamos continuar a apoiar as modalidades  individuais”.
O estado da medicina desportiva, estatísticas médicas e a proposta de anti-dopagem também foram abordadas no encontro.

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