Desporto

Ministro da Defesa alarga legião de sócios militares

Honorato Silva

Na qualidade de responsável máximo do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, patrocinador institucional do 1º de Agosto, o ministro João Ernesto dos Santos “Liberdade” recebeu a semana passada, das mãos do presidente Carlos Hendrick da Silva, o cartão de “Sócio Ouro”, numa cerimónia que simbolizou o início de nova campanha de alargamento das bases de apoio do clube.

Ministro João Ernesto dos Santos “Liberdade” (ao centro) exibindo o cartão de “Sócio Ouro”
Fotografia: Edições Novembro

O encontro testemunhado pelo chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general de Exército Egídio de Sousa Santos (presidente da Mesa de Assembleia-Geral da agremiação) e pelo tenente-general Artur Valente de Oliveira, chefe da Direcção Principal de Pessoal e Quadros (vice-presidente para os Recursos Humanos), serviu para o dirigente agostino convidar o titular da pasta a visitar, em Junho, a Cidade Desportiva.

Carlos Hendrick considerou o facto de o ministro formalizar a condição de sócio um reforço significativo para as campanhas levadas a cabo nos elencos que tem encabeçado:“somos um clube de tradição militar inserido no sistema desportivo nacional, razão pela qual não exclui a sociedade civil, onde tem um número considerável de sócios, que esperamos ver crescer. Quanto aos militares, o senhor ministro vem apenas reiterar o carácter voluntário das nossas campanhas. É graças a esse apoio dos adeptos que temos hoje um clube dimensionado entre os maiores de África, grandeza a ser traduzida em conquistas desportivas no continente, sobretudo no futebol”, disse.


Jogos em casa

A conclusão das obras do estádio de futebol general França Ndalu destaca-se entre as prioridades dos dirigentes militares. O confinamento social de dois meses, imposto pela pandemia da Covid-19, adiou o arranque da cobertura das bancadas com os primeiros dez mil assentos individuais.

Concluída na ordem dos 65 por cento, a empreitada está na fase de estruturação do segundo anel e acabamento dos balneários e salas projectadas para o recinto desportivo, que deve receber, de acordo com as expectativas dos dirigentes, jogos dos tetra-campeões do Girabola, na próxima edição da prova.

O estacionamento é o grande senão do futuro estádio, tido como vantagem para o clube quanto à ocupação, por estar localizado junto a áreas populacionais dominadas por adeptos identificados com os rubro-negros, casos do Mártires de Kifangondo, Cassequel, Prenda, Cassenda e Maianga.

Ary em dúvida

No que toca à preparação do plantel de futebol, Ary Papel continua com o futuro incerto. O Jornal de Angola apurou, de fonte afecta à direcção militar, que o avançado tem preferência por abraçar um novo projecto no estrangeiro, provavelmente na Turquia, sem afastar a possibilidade de uma mudança para o Norte de África, a fazer fé nos indicadores deixados durante a fase de grupo da Liga dos Clubes Campeões.

O veloz avançado saiu do Rio Seco com Gelson Dala, a seguir à conquista do título de 2017, rumo ao Sporting Clube de Portugal, na altura presidido por Bruno de Carvalho e orientado por Jorge Jesus. Relegado à equipa B, Ary apostou no regresso ao ponto de partida, decorria a época de 2018, e em 2019 ajudou o clube a conquistar o quarto título consecutivo.

Sem contrato renovado está igualmente Nelson da Luz. O jogador mostra-se apostado em relançar a carreira na Europa, de modo que equaciona a mudança de ares. Porém, não está excluída a assinatura de um vínculo com repercussões mediáticas no Girabola.

Regresso de Geraldo

Ganha corpo o interesse no retorno de Geraldo, avançado que vive um período conturbado no Al Ahly do Egipto. O atleta discute com o colosso africano a saída em definitivo, contrariamente à proposta de empréstimo feita pelo clube.

Referência do plantel comandado pelo sérvio Zoran Maki rumo às meias-finais da Liga dos Campeões de 2018, bem como à conquista do campeonato, o “esquerdino” chegou a avaliar o regresso ao Curitiba do Brasil. No entanto, o projecto africano dos militares parece seduzir o fantasista da ginga e do golo fácil.

Está confirmada a saída do bósnio Dragan Jovic. Nos bastidores ganha corpo a entrada do português Paulo Duarte, treinador com créditos firmados em África, no comando das selecções do Gabão e do Burkina Faso.

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