Desporto

Moçambique domina e rende Portugal no topo

Armindo Pereira | São Tomé

Moçambique liderou o quadro geral de medalhas na 11ª edição dos Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa  (CPLP), que decorreu de 21 a 28 deste mês em São Tomé e Príncipe, e deste modo rendeu Portugal no lugar mais alto do pódio.

Com a aposta feita no atletismo, os moçambicanos destacaram-se no topo da tabela
Fotografia: DR

Pela primeira vez, na história desta competição, o país do Índico ocupa o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Foram 12 medalhas de ouro, seis de prata e quatro de bronze.  Fernando Pedro, chefe da missão moçambicana aos jogos juvenis da comunidade lusófona revelou ao Jornal de Angola que as esperanças tinham sido depositadas no atletismo, o que se traduziu naquilo que se perspectivou.
"Estávamos mais focados no atletismo e foi uma aposta ganha porque superou as nossas expectativas. Pese embora esta seja uma competição que concorre para a formação dos jovens que participaram , tendo como base a convivência e o intercambio cultural, mas eles nunca colocam de parte o lado competitivo, querem sempre vencer e nós fomos felizes neste aspecto", realçou.
Por outro lado, Fernando Pedro sublinhou o facto do seu país apostar seriamente nas disciplinas individuais, em detrimento das colectivas, por ser aí onde Moçambique ter conseguido se afirmar nas grandes montras desportivas a nível do mundo, e citou como exemplo o nome da antiga velocista Maria de Lurdes Mutola.
O dirigente lamentou o facto da Guiné Bissau não se fazer representar em todas as disciplinas assim como da ausência da Guiné Equatorial.
"O melhor de tudo é que os presentes souberam representar bem o espírito da comunidade dos falantes da língua portuguesa" .
Depois de ter triunfado no basquetebol, na edição passada, a comitiva moçambicana não se fez representar nesta disciplina este ano, onde pela primeira vez se disputou no formato 3x3, classe feminina.
O responsável disse ter sido uma opção consensual "deixar cair o basquetebol", muito por conta das dificuldade de ordem financeira. Moçambique foi impedido de competir no voleibol de praia, em ambas as classes, pelo facto dos seus atletas terem completados já 17 anos, quando o regulamento permite a inscrição de atletas nascidos em 2002, ou seja, com 16 anos.      
 Questionado sobre o nível organizativo, aquele dirigente considera que os anfitriões deram o melhor de si, atendendo às limitações que o país tem do ponto de vista de infra-estruturas desportivas e não só.
"Foi notória a mobilização de todos para receberem e acolherem condignamente os visitantes", sublinhou.

Timor recebe testemunho
Timor Leste passou a ser a partir de hoje a capital da 12.ª edição dos também de-signados jogos da fraternidade, dentro de dois anos, após a cerimónia de encerramento da última edição, terminada ontem na capital são-tomense.
João dos Santos, director dos Desportos daquele país asiático, confirmou ao Jornal de Angola que o governo do seu país já começou a trabalhar para albergar a prova a ter lugar em 2020.
"O nosso país já recebeu a Comissão Técnica de Acompanhamento, que esteve a constatar as condições mínimas existentes. No encontro entre os ministros da Juventude e Desportos, que decorreu aqui antes dos jogos, foram apresentados os nossos planos para a realização do evento, de forma parcial, como é óbvio porque o trabalho só agora começou", avançou.
Aquele dirigente avançou que até existem os recintos desportivos, alguns vão passar por reforma e estão igualmente previstos a construção de outros, sem precisar quais, no sentido de dar o melhor conforto aos atletas.
O segundo passo, ainda de acordo com o dirigente, vai começar com o trabalho interno, juntos das federações cujas modalidades vão estar envolvidas nos jogos juvenis da comunidade, onde pensam ter entre sete e oito disciplinas.

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