Desporto

Morreu homem dedicado à família e à arbitragem

Armindo Pereira

Familiares, colegas de trabalho e amigos renderam, ontem, a última homenagem ao antigo árbitro internacional de basquetebol Soares de Campo, falecido segunda-feira em Luanda, vítima de enfarte.

Antigo árbitro internacional deixa a classe enfraquecida
Fotografia: M. MACHANGONGO | edições novembro

Os seus restos mortais foram sepultados no Cemitério do Alto das Cruzes, em Luanda, onde foi considerado que constitui uma perda irreparável, pois em vida, soube dedicar-se ao trabalho e à família com espírito de sacrifício e total entrega.
Durante o elogio fúnebre, Nelson Sardinha, secretário-geral da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), referiu que o malogrado, enquanto profissional da arbitragem e coordenador de provas do órgão reitor, “sempre encarou os desafios com o brio que lhe era característico”.
Na sua intervenção, Tony Sofrimento, membro da FAB  e companheiro de longa data nas lides da modalidade, considerou que Soares de Campos foi uma espécie rara de homem no trato pessoal, tendo recordado a sua dedicação na última janela de qualificação para o Mundial da China do próximo ano.
“Todo o êxito da última campanha do Torneio Africano de Qualificação é dedicado a ti”, referiu Tony Sofrimento visivelmente emocionado. Por seu turno, Horácio Macedo, ex-árbitro, recordou “Campitos” como seu instrutor que o lançou em 1993 na carreira.
“Foi sempre uma pessoa pronta a transmitir os seus conhecimentos aos mais novos. A nossa arbitragem fica mais pobre com a sua partida”, lamentou.    
De 67 anos de idade, entre vários feitos ao longo da carreira, foi considerado três vezes melhor árbitro africano, além de apitar em mundiais e Jogos Olímpicos, com realce para os de Barcelona'1992.

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