Desporto

Nair Almeida diz adeus

A meia distância Nair Almeida joga hoje a sua última partida de carácter oficial. A andebolista do 1º de Agosto despede-se das colegas e adeptos no jogo referente à Supertaça Francisco de Almeida, que opõe as “militares” ao Petro de Luanda, seu antigo clube.

Meia distância faz despedida das quadras
Fotografia: Paulo Mulaza

Nascida há 32 anos na Catumbela, Nair Filipa Pires de Almeida foi, durante vários anos, uma das principais jogadoras das selecções nacionais de juniores e seniores, com passagens pelo Enana, Petro de Luanda e 1º de Agosto.
Desde os primeiros passos, aos 12 anos, na EARL (Escola de Andebol da Restinga do Lobito), a andebolista destacou-se pela sua compleição física, capacidade de remate de longa distância e excelente leitura de jogo.
Em pouco tempo, tornou-se unidade fundamental na equipa então liderada por Bertelim Nelson, chamando igualmente a atenção do antigo seleccionador de juniores, João Ricardo.
Antes de ascender ao escalão de seniores, Nair Almeida mereceu a confiança do búlgaro Pavel Dzhnev, para integrar a selecção principal que em 2001 conseguiu o 13.º lugar no “Mundial” disputado na Itália.  Daí para frente a jovem “caloira” da selecção cresceu como jogadora, tornando-se uma das peças fundamentais do “sete” nacional. 
O “Mundial” de França, onde a equipa de Angola, liderada por Gerónimo Neto, conquistou o 7.º lugar da classificação geral, foi um dos pontos mais altos da carreira da meia-distância da Selecção Nacional, que marcou nesse evento 57 golos em dez jogos, rubricando exibições de alto nível.
 Seguiram-se muitas outras conquistas e boas exibições em provas nacionais, continentais, mundiais e olímpicas, totalizando perto de cinquenta títulos de clubes, cinco Taças das Nações Africanas, três medalhas de ouro nos Jogos Africanos e participação meritória em campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos.
A par da actividade desportiva, Nair Almeida terminou a formação superior há cerca de oito anos e trabalha no Instituto Nacional de Estatística.
Na hora do adeus, a jogadora revelou ao Jornal de Angola que continua intimamente ligada ao andebol. “Não sei ainda ao certo que funções irei exercer, mas continuarei a contribuir para engrandecer o andebol no 1º de Agosto e onde acharem necessária a minha contribuição”, garantiu.

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