Desporto

Neymar e Hazard medem forças

Paulo Caculo | Moscovo

O jogo entre as selecções do Brasil e da Bélgica, agendado para hoje, às 19H00, no Estádio Arena Kazan, centraliza as atenções da abertura dos quartos de final do Mundial, que tem no confronto entre Uruguai e França, agendado para as 15H00, um interessante “aperitivo” de entrada para o “prato quente” do dia.

Defensores vão fazer marcação impiedosa e cerco a Neymar para evitar estragos
Fotografia: DR

Neste confronto entre sul-americanos e europeus deve-se realçar o facto de ambos os conjuntos chegarem a este jogo com registos manifestamente interessantes: se aos  brasileiros atribui-se a vantagem de ostentar uma boa defesa, aos belgas elogia-se a grandiosidade do seu ataque.
Embora alguns teóricos do futebol coloquem, ainda, algumas reticências nesta equipa do Brasil, sobretudo a julgar pelas exibições pouco convincentes patenteadas até ao momento, o histórico de jogos entre ambos confere ao “escrete canarinho”, pentacampeão do mundo, uma vantagem.
Mas, como favoritismos não vencem jogos, a Bélgica parte para este duelo ciente de que tem uma palavra a dizer. Aliás, o conjunto belga faz evoluir uma equipa recheada de jogadores, que revelam estar a atravessar excelentes níveis de forma.
À capacidade concretizadora do seu ataque, alimentado pelo “faro de golo” de Lukaku, acrescenta-se o potencial criativo ou imaginativo do seu meio campo, que tem no trio composto por Witsel, Meunier e Carrasco os principais “abonos de família”.
A ver vamos, pois, se o Brasil consegue impor o seu futebol, perante um adversário de bom nível, sobretudo se é capaz de chamar a si as “despesas” do jogo. O provável regresso do lateral Marcelo ao naipe de titulares é uma boa-nova para o seleccionador Tite, que pode desta forma “reeditar” o melhor onze até agora já visto evoluir neste Mundial.
Os brasileiros podem jogar com Becker; Tiago Silva, Miranda, Fagner, Marcelo; Paulinho, Casemiro, William, Philippe Coutinho; Neymar e G. Jesus. Já os belgas devem alinhar está equipa: Courtois; Alderweireld, Kompany, Vertonghen, De Bruyne, Witsel, Meunier, Carrasco; Mertens, Hazard e Lukaku.
Mas, antes deste Brasil-Bélgica, precisamente às 15h00, no Estádio Nizhny Novgorod, o Uruguai mede forças com a França, num jogo que se antevê de elevados níveis de dificuldades para ambas as selecções.
Apesar do ligeiro favoritismo atribuído à vice-campeã europeia, a formação “celeste” tem deixado transparecer na prova, a particularidade de ser um conjunto bastante aguerrido e que assenta o seu jogo num futebol de pressão alta e rápidas transições ofensivas.
Está claro que contribui para o excelente futebol patenteado pelo Uruguai, a qualidade das unidades do seu meio campo. Lucas Torreira, Nandez e Rodrigo Bentancur já provaram que ostentam capacidade criativa e imaginativa suficiente, para abrir caminhos de acesso às balizas contrárias. Sem esquecer a sólida defesa, tem no guarda-redes Muslera e nos centrais Giménez e Godin os principais pilares.
Mas, residem no ataque as principais soluções desta selecção do Uruguai. A dupla Edinson Cavani/Luis Suarez provoca estragos a qualquer defesa. Aliás, Portugal que o diga! Se estiver em dia “sim”, o ataque da “La Celeste” pode voltar a ser muito produtivo.
Em relação aos “onze” prováveis, o Uruguai pode jogar com Muslera; Giménez, Godin, Caceres, Laxalt; Lucas Torreira, Matias Vecino, Nahitan Nandez, Rodrigo Bentancur; Luis Suarez e Edinson Cavani. A França, por seu lado, deve actuar com Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti, Lucas Hernandez; Ngolo Kante, Paul Pogba, Kylian Mbappé, Antoine Griezmann, Blaise Matuidi e Oliver Giroud.

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