Desporto

Nigéria e Tunísia discutem amanhã o último lugar do pódio

Honorato Silva |- Cairo

Com pouco a perder e quase nada a ganhar, Tunísia e Nigéria decidem hoje, às 20h00, no Estádio Al - Salam, na Cidade do Cairo, o terceiro lugar da 32ª edição da Taça de África das Nações, em futebol, cujo campeão vai encontrar-se, na sexta-feira à noite, entre o Senegal e a Argélia.

Tunisinos ganharam seis dos 18 jogos oficiais frente aos nigerianos que somam cinco triunfos
Fotografia: José Cola |Edições Novembro

À parte a discussão sobre o cansaço, a ser retomada adiante, as águias, de Cartago tunisinas e Super nigeriana, partem para o último voo nos céus do Egipto, num quadro de equilíbrio, no registo de jogos entre as selecções, apenas, com um ascendente dos magrebinos na produção ofensiva, por marcar 23 golos, contra os 17 dos homens do Oeste africano.
Em 18 partidas oficiais, a estatística indica seis vitórias da Tunísia, cinco da Nigéria e sete empates. Para a fase final da Taça das Nações, já jogaram quatro vezes e o balanço é de dois triunfos por parte dos nigerianos, enquanto os restantes jogos terminaram igualados.
Este clássico, do futebol continental, acontece com frequência na qualificação para o Mundial, em que estão registadas três vitórias das Águias de Cartago, dois das Super Águias e três empates, ao passo que nos amigáveis a relação é de dois triunfos tunisinos e uma igualdade.
Comandada, pelo francês Alain Giresse, a Tunísia, campeã de 2004, em casa, levou tempo a soltar-se.
Apenas, ao cabo do quarto empate, o primeiro, frente aos Palancas Negras (1-1) no Grupo D, de Suez, o dinâmico sistema táctico (1-4-3-3) mostrou força ofensiva, logo, diante de uma vítima improvável, o surpreendente Madagáscar que viu terminado o “conto de fadas” com um autoritário 3-0, numa estreia na competição para recordar no futuro.
Em seis partidas, os tunisinos perderam uma vez, por 1-2, às portas da final, numa disputa épica diante do Senegal, com penalties falhados, outro corrigido pelo VAR (vídeo árbitro) e golo no prolongamento. Oussama Haddadi, defesa do Dijon de França, fez todos os jogos, o avançado Youssef Msakni apontou dois dos seis golos marcados pela equipa, que sofreu quatro.
Quanto à Nigéria, liderada há três anos pelo alemão Gernot Rohr, chegou apostada em conquistar o quarto troféu, um feito que os jogadores pretendiam dedicar ao finado Stephen Keshi, treinador campeão em 2013, na África do Sul. Uma ambição frustrada com requintes de crueldade, por Riyad Mahrez, na partida da meia-final.
Embora moldadas por um antigo defesa, as Super Águias vitoriosas em quatro dos seis jogos disputados, com duas derrotas e nenhum empate, denotaram fragilidades do meio campo para trás, face aos sete golos sofridos, mais de um por desafio, contra os oito marcados.
Odion Ighalo, avançado do Shangai Shenhua, da China, melhor marcador da prova, quatro golos, fez os seis jogos. Saiu aos 85 minutos, diante dos Camarões, e aos 88m, frente à Guiné Conacri.

Opiniões divididas
As Confederações de África e da América do Sul mantêm a tradição da disputa da medalha de bronze, que teve início no Mundial de 1934, na Itália. No entanto, a UEFA aboliu a realização do jogo no Euro, ainda nos anos de 1980, decisão abraçada pelos organizadores da Taça de Ouro da CONCAF e da Taça da Ásia.
A necessidade de realização do desafio é questionada, pelo facto de, por norma os jogadores saírem frustrados do afastamento da final, de modo que ficam somente expostos ao prolongar do cansaço, quando o que mais desejam é ir para casa, argumentam os que criticam. Porém, os defensores da corrente positiva diz que a sensação de fadiga esbarra na vontade de ter uma medalha ao peito.

Tempo

Multimédia