Desporto

Optimismo justificado na Ferrari

Mais do que pelo facto de Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel terem realizado os melhores tempos durante os testes de Jerez de la Frontera, a Ferrari regressou a Maranello com um saldo muito positivo depois dos quatro dias de trabalho na Andaluzia, pelos quilómetros percorridos e pelos evidentes progressos feitos tanto a nível de chassis como de unidade motriz.

Fotografia: JAimagens

Dando de barato que os SF15-T rodaram com muito menos gasolina que os Mercedes e os Williams, ficou à vista que o comportamento do chassis italiano é muito melhor que o do seu predecessor e até o taciturno Raikkonen admitiu que, “melhoramos em todas as áreas em que tínhamos de melhorar e agora tenho um carro que posso pilotar e explorar até ao limite.”
A mudança na filosofia do projecto, agora sob o comando de James Allison e com a colaboração de Dirk de Beer, resultou a criação dum chassis que gera bastante mais carga aerodinâmica, é muito mais estável em travagem e mais previsível nas suas reacções, tudo vantagens que foram visíveis tantos nos três ganchos de Jerez como nas três secções mais velozes da pista espanhola.
Boa parte das melhorias também tiveram como origem a Unidade Motriz, pois o trabalho efectuado nos últimos meses garantiu um incremento de potência que fontes italianas colocam na casa dos 60 cavalos, mas também uma melhoria acentuada na passagem dessa potencia às rodas, mais progressiva e menos brutal do que acontecia com a versão do ano passado.
Isso permitiu que não só a Ferrari mas também a Sauber acumulassem quilómetros ao longo dos quatro dias de testes, ambas a trabalharem mais em performance do que as suas rivais, mas a efectuarem também séries bastante longas, para perceberem se os problemas de degradação dos pneus que as tinham afectado no ano passado já estavam ultrapassados. O que também ficou à vista foi que Sebastian Vettel está em estado de graça na Ferrari, claramente maravilhado por estar ao serviço da Scuderia, disponível para ouvir todas as sugestões e fortemente empenhado em aprender tudo o que lhe for possível no mais curto espaço de tempo.
Pelo seu lado, os técnicos e mecânicos estão deslumbrados com a simplicidade e abertura do italiano, tendo-o brindado com uma raríssima salva de palmas quando saiu pela última vez do habitáculo do SF15-T, no final dos seus testes.
Até  Kimi Raikkonen parece contagiado por esta “boa onda”, pois mesmo se não esteve presente enquanto Vettel rodava, acabou por prolongar a sua estadia no circuito muito para além do normal no seu primeiro dia de trabalho, ficando a discutir com os técnicos o programa do dia seguinte e, também, as modificações que pretende ver introduzidas para os testes de Barcelona.
 Os testes na Catalunha, os segundos da temporada, começam a ser efectuados hoje e estendem-se até domingo.

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