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Campeão persegue marcas em Interlagos

Altino Vieira Dias |

Brasil e Angola têm muita coisa em comum. Partilham o português como língua oficial, são banhados pelo mesmo oceano, o Atlântico, estão localizadas na zona sul dos seus  continentes e possuem muitos fãs da Fórmula 1.

Ferraris e Mercedes voltam a protagonizar despique na penúltima corrida da temporada
Fotografia: Abouw Show | AFP

Apesar de nunca terem tido nenhum piloto na Fórmula 1, os angolanos são grandes amantes da modalidade,  pelo que não vão  perder,  amanhã, o GP do Brasil, a disputar-se em São Paulo, no autódromo de Interlagos.   
Tal como no pódio do GP de Azerbaijão, com o australiano Daniel Ricciardo em primeiro, o finlandês Valtteri Bottas em segundo e o canadiano Lance Stroll em terceiro, o pódio do GP do México também não foi muito comum em termos de pilotos (em primeiro o holandês Max Verstappen, seguido dos finlandeses Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen, mas sim de equipas:  Ferrari, Mercedes  e Red Bull, porque desde o início do campeonato deste ano era muito difícil não termos no pódio o inglês Lewis Hamilton ou o alemão Sebastian Vettel.
Este último já não vai ao lugar mais alto do pódio há mais de seis corridas pois Lewis Hamilton e Max Verstappen venceram os últimos Grandes Prémios, o primeiro com cinco vitórias, na  Bélgica, Itália (em casa da escuderia Ferrari), Singapura, Japão e Estados Unidos da América,  e o segundo com duas: Malásia (em casa da Mercedes) e no México.  Sebastian Vettel tem agora de lutar pelo vice-campeonato com o finlandês Valtteri Bottas da Mercedes, colega do campeão em título, Lewis Hamilton, já que na luta pelo mundial  pareceu apertar no botão da sua ‘autodestruição’.
Sebastian Vettel e Felipe Massa são os pilotos no activo com mais vitórias no Grande Prémio  do Brasil, cada um com duas.
Na altura, Felipe Massa pilotava um Ferrari (2006 e 2008) e Sebastian  Vettel (2010) pela Red Bull e (2013) pela Ferrari, seguem-se-lhes Lewis Hamilton (2015) e Kimi Raikkonen (2007).  Em condições normais, são cinco pilotos com hipóteses de subir ao lugar mais alto do pódio.
Primeiro, Lewis Hamilton: se vencer pode igualar o seu ídolo, o brasileiro Ayrton Senna, com duas vitórias na sua terra natal, para agrado dos seus amigos brasileiros, e  fechar o campeonato em grande estilo, além de limpar a imagem do resultado na corrida passada.
Segundo, Sebastain Vettel, dado o seu andamento no Grande Prémio do México - saiu da penúltima posição para um quarto lugar, para então sagrar-se definitivamente vice-campeão, e estar mais próximo do seu “Padrinho”, Michael Schumacher, que está com quatro vitórias, e Sebástian Vettel com dois. 
Em terceiro, Valteri Bottas, para continuar a sonhar com o vice-campeonato, mas sonhar vencer é uma coisa e ganhá-la é outra.
Em quarto e quinto, Max Verstappen  e  Daniel Ricciardo, para levarem mais um triunfo para a galeria de troféus individuais, e o seu primeiro em terras do Samba.
Com rectas longas, subidas, descidas, 71 voltas, 15 curvas, entre elas o “S” de Senna, muita técnica e exigência física por parte dos pilotos, chuva e "safety-car", no GP do Brasil podemos ter uma corrida belíssima, explosiva, com muitas ultrapassagens, adrenalina e mudanças de lugar na classificação, o que aumenta a expectativa à sua volta.

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