Desporto

Campeões revalidam títulos no Huambo

O 1.º de Agosto revalidou o título de campeão nacional de andebol, em juvenis femininos, ao vencer o seu núcleo de Benguela, por 21-11, na final do Campeonato Nacional da categoria, que terminou ontem, no pavilhão Osvaldo Serra Van-Dúnem, na cidade do Huambo.

Equipas do interior disputaram em igualdade de circunstâncias com as similares da capital
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro

Ao intervalo as tri-campeãs nacionais venciam, por 11-7, confirmando a sua superioridade, depois de já terem vencido a mesma oponente, por 21-16, na fase preliminar da competição.
As militares, comandadas por José Chuma, não tiveram oponentes à altura ao longo da prova, conseguindo vitórias por margens iguais ou superiores a dez golos, em seis das sete partidas disputadas. Pelo terceiro ano consecutivo, o Clube Central das Forças Armadas Angolanas tem duas equipas suas na final desta competição, seguidas do Desportivo a Marinha de Guerra, também seu clube satélite, que ocupou o terceiro posto.
Em masculinos, o Renascimento do Uíge derrotou o Desportivo de Chicapa, da Lunda-Sul, por 29-24, após favoráveis 13-10 ao intervalo, reeditando igualmente o jogo da primeira fase, diante dos lundas em que haviam triunfado por 23-19.
Com uma única derrota consentida, ao longo de todo o campeonato (27-29), diante do Mora Virei, do Namibe, na etapa preliminar, os meninos do Uíge chegam assim ao segundo título consecutivo, fruto das vitórias sobre 1.º de Agosto (28-25), Desportivo de Chicapa (23-19) e Sporting de Cabinda (32-23), que lhe garantiram a liderança da série A.
Nos quartos de final, os bi-campeões nacionais eliminaram o Santa Rita de Cássia, da mesma província, por confortáveis 34-21.
O teste mais difícil dos renascentistas foi nas meias-finais, onde ultrapassaram dificilmente o Inter de Angola por tangenciais 20-27.

Nova geografia

A revalidação do título, pelo Renascimento do Uíge e a presença de apenas uma equipa de Luanda, nas meias-finais da prova masculina, é indicador claro da progressão que a modalidade conhece no interior do país. Províncias com forte tradição nesta disciplina desportiva, mas que pareciam adormecidas, trouxeram ao Planalto Central clubes que suplantaram os habituais favoritos, com o 1.º de Agosto a cair nos quartos de final, diante da Escolinha de S. João do Huambo, depois de já ter perdido na primeira fase com os campeões nacionais.
Uíge, Lunda-Sul e Huambo estiveram representadas nas meias-finais, com uma equipa cada, em igualdade de circunstâncias da capital do país, principal pólo de desenvolvimento do Andebol nacional.
Em femininos, na prova que marcou o regresso do Petro aos campeonatos nacionais de juvenis, após 3 anos de ausência, a competição propriamente dita, resumiu-se às representantes do Clube central das Forças Armadas.
1.º de Agosto, Núcleo de Benguela e Marinha de Guerra apresentaram um nível competitivo muitos furos acima das demais formações, dando clara imagem do maior investimento que os militares fazem no andebol feminino.

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