Desporto

Ciclistas petrolíferos terminam em segundo

Teresa Luís |

A equipa de ciclismo BAI/Sicasal/Petro de Luanda terminou a 24ª edição do Tour da Costa do Marfim na segunda posição do pódio, prova disputada em sete etapas e um contra relógio-individual, num total de 860 quilómetros de estrada.

Preparação feita em três províncias deu consistência ao grupo às ordens de Carlos Araújo
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

Dário António (chefe de fila), Mário de Carvalho (co-líder), Bruno Araújo (gregário de luxo), Adilson Zacarias e Leonel Araújo (gregários) são os ciclistas escolhidos pelo técnico Carlos Araújo para representar o país na competição, que encerrou no domingo.
Apesar de competir na condição de estreante, mercê do convite da organização e da Federação marfinense, o grupo alcançou a meta traçada, que passava por discutir um lugar no pódio. A nível individual, três atletas entraram no “Top 10”do Tour da Costa do Marfim.
Carlos Araújo afirmou estar satisfeito com o resultado alcançado e prometeu continuar a trabalhar para dignificar a modalidade fora de portas. “Superámos a selecção marroquina, que no ano passado foi a terceira classificada e Angola oitava. O segundo lugar na classificação por equipas significa que o ciclismo nacional está a evoluir. Foi uma disputa muito renhida. As 13 equipas estavam a competir contra nós. Tornamo-nos o alvo a abater”, explicou o técnico.

Média de velocidade


O treinador realçou ainda que a formação BAI/Sicasal/Petro de Luanda deixou também bons indicadores em relação à velocidade empregada no tour.
“Fomos responsáveis por 75 por cento da média de velocidade. Aproveito felicitar todos os ciclistas pelo trabalho desenvolvido. Angola pode evoluir noutras modalidades”, disse Carlos Araújo.
Brevemente, a equipa BAI/Sicasal/Petro de Luanda disputa o Tour do Burkina Faso e do Madagáscar, com o objectivo de atingir o grau continental em 2018 e competir nas distintas provas da Europa.
O técnico contou que no aeroporto de Abidjan foi questionado por um jornalista se o Petro de Luanda também era forte no ciclismo, a par do andebol feminino e do basquetebol masculino. Carlos Araújo pediu ao repórter para tirar ilações e depois encontrar a resposta.
“Após a prova, o jornalista nos felicitou e disse que Angola também é  forte no ciclismo. O resultado é de todos os ciclistas do país. Obrigado a todos pelo apoio e por sempre acreditarem no nosso trabalho”, concluiu.
Na primeira fase da preparação, os ciclistas do BAI/Sicasal/Petro de Luanda trabalharam na capital do país. Na segunda etapa, a preparação abrangeu as províncias do Bengo e do Cuanza-Norte.  O grupo pretendia ainda disputar o Tour de Addis Abeba, mas questões de ordem administrativa, nomeadamente envio das passagens aéreas pela organização, impediram a sua presença.

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