Desporto

Contador fala de injustiças no julgamento dos seus casos

Em entrevista a uma rádio espanhola, Alberto Contador passou em revista a carreira, que terminou na “Vuelta”.

Alberto Contador perdeu dois troféus por doping
Fotografia: Jaime Reina | AFP

Uma carreira de sucessos, mas também de dissabores, como o caso de doping por clembuterol, que lhe valeu a perda do “Tour” de 2010 e “Giro” de 2011. “Foi uma das maiores injustiças da história do desporto”, confessou o espanhol.
Quanto ao futuro, ou seja, o que fará agora que deixou o ciclismo, Contador não revelou muito, ainda que tenha dito que pretende continuar ligado à modalidade, mas esclarecendo, não como director desportivo de uma equipa. Para já, adiantou querer dedicar-se à sua fundação e à investigação do “ictus” – doença cerebral que o afectou em 2004 e o levou mesmo a ser operado –, bem como à família. “Tenho feito muitas refeições com a minha mãe, coisa que não acontecia.”

Morte de Pantani


O Supremo Tribunal de Itália descartou ontem que o ciclista Marco Pantani tenha sido assassinado em 2004, ao morrer de uma overdose de cocaína, teoria sustentada pela família em 2014.
O Supremo pronunciou como “inadmissível” um recurso sobre o arquivamento da investigação que o advogado da família Antonio de Rensis tinha apresentado, depois de o juiz de Rimini ter dado por terminadas as investigações em Junho de 2016. A investigação sobre a morte do “pirata” começou em 2014, quando a família colocou a hipótese de o ciclista não ter morrido de overdose, mas sim por ter sido obrigado a beber cocaína diluída em água antes de os agressores simularem a sua morte no hotel “Le Rose”, em Rimini, onde foi encontrado morto a 14 de Fevereiro de 2004, aos 34 anos.
A morte do ciclista, que ganhou a Volta a Itália e a Volta a França em 1998, levou a quatro detenções, com três homens acusados de homicídio negligente, com três condenações e uma absolvição, de Fabio Carlino.

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