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Disputa entre campeãs na decisão do Mundial

Vivaldo Eduardo |

Noruega e França disputam hoje , em Leipzig, Alemanha, a final do 23º Campeonato do Mundo de andebol, com claro favoritismo das nórdicas, que tentam chegar ao quarto título mundial, depois de uma campanha arrasadora, na fase preliminar e nas etapas qualificativas.

Selecção francesa quer contrariar o favoritismo das norueguesas na final da prova
Fotografia: Patrik Stollarz | AFP

As comandadas de Thorir Hergeirsson, consentiram apenas uma derrota, na última jornada do grupo preliminar B, diante da Suécia, por 28-31. Antes, as actuais campeãs europeias e mundiais derrotaram a Hungria (30-22), Argentina (36-21), Polónia (35-20) e República Checa (34-16), denotando elevado poderio competitivo.
Nos oitavos-de-final, a Noruega eliminou a Espanha, ao vencer por 31-23. No entanto, a maior prova de força dada pelas nórdicas, foi a goleada imposta à Rússia, por 34-17. Diante da nação mais titulada em femininos (7 troféus ganhos) Stine Oftedal, Nora Mork e companheiras deixaram claro que estão na Alemanha, em condições de conquistar mais um título para a sua galeria.
Para chegar à final, a Noruega deixou pelo caminho outra competidora prestigiada, a Holanda, vencendo por 32-23. O favoritismo das norueguesas é reforçado pela sua presença permanente no pódio europeu, desde 2002, ano em que ocupou o segundo lugar.

Domínio nórdico

De 2004 a 2010, as nórdicas venceram as quatro edições do Campeonato da Europa. Derrotadas pela selecção de Montenegro, na final, em 2012, as norueguesas voltaram a sagrar-se campeãs europeias em 2014 e em 2016.
Com um palmarés menos rico, as francesas, comandadas Olivier Krumbholz, venceram o Mundial de 2003, na Croácia, e têm mantido um percurso intermitente. Em 2016 chegaram surpreendentemente à final dos Jogos Olímpicos, sendo derrotadas pela Rússia.
Ao contrário da Noruega, a França entrou para o Mundial da Alemanha a perder, diante da Eslovénia, por um escasso golo (23-24). Seguiram-se vitórias sobre Angola (26-19), Paraguai (35-13) e Roménia (26-17), além do empate, diante da Espanha, a 25 golos. O percurso francês solidificou-se com a vitória sobre a Hungria por 29-26, nos oitavos-de-final, sobre Montenegro (25-22), nos quartos, e Suécia 24-22, nas meias finais.
A ponta esquerda francesa Manon Houette, com 31 golos apontados em 8 jogos e a lateral direita Alexandra Lacrabere (26 tentos), são unidades que podem desequilibrar a contenda a favor das gaulesas. Do lado norueguês, embora o jogo colectivo seja o ponto mais forte, a central Stine Oftedal e a lateral direita Nora Mork se destacam como jogadoras muito influentes.
Além do confronto directo da velocidade das acções e concentração competitiva das norueguesas, com a qualidade defensiva e criatividade francesas, o jogo vai mostrar ainda o duelo das duas melhores guarda-redes, Katrine Lunde, da Noruega e Cleopatre Darleux, pelas gaulesas.
Sob o comando técnico do dinamarquês Morten Soubak, a Selecção Nacional, campeã africana, baixou três lugares na tabela classificativa, ao terminar a prova na 19ª posição.
Em fase de renovação, as Pérolas de África estiveram algo distante do seu registo habitual assente no contra-ataque, para evidenciar maior habituação no jogo controlado com posse de bola. Ficaram bons indicadores para o objectivo traçado, que passa pelo bom desempenho nos Jogos Olímpicos de Tóquio’2020.

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