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Ecclestone critica sucessores

A Liberty assumiu a gestão da área comercial da Fórmula 1 e está numa cruzada para “apagar” Bernie Ecclestone da história, revelou o homem que ganhou o apelido de patrão da F1 pela forma como liderou a competição nas últimas três décadas.

Patrão da categoria recém-afastado acusa a nova gestão de comportamento negativo
Fotografia: HERBERT NEUBAUER / APA / AFP

“Não posso fazer nada. Até os funcionários foram instruídos para não falar comigo. Eles querem livrar-se da era Bernie: Vamos livrar-nos da história de Bernie!”, desabafou ontem o multimilionário inglês de 86 anos, em entrevista ao jornal “Daily Mail”.
“Dizem sempre a mesma coisa. Provavelmente pensam que me fazem feliz com isso, mas não: Ele fez um super-trabalho, mas temos de seguir em frente, dizem - e até pode ser que estejam certos”, acrescentou Ecclestone, que foi substituído no cargo pelo norte-americano Chase Carey.
“Se fiquei chateado quando a Liberty pediu para que me afastasse? Não. Vejo isso como quando alguém compra um carro e quer conduzi-lo. Fiquei um pouco decepcionado porque antes de assumirem o controlo pediram-me para ficar três anos. E eu disse que, desde que fosse o mais adequado e competente (para o cargo) que sim, que ficaria. Assim, fiquei um pouco surpreendido no dia seguinte ao negócio (da venda) ser fechado por pedirem para sair, porque o Chase queria ser o director-executivo. Chase fez isso cara-a-cara.”

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