Desporto

Hamilton vai à América para conservar vantagem

Altino Vieira Dias |

A ronda asiática da Fórmula 1 chegou ao fim. Agora, vai haver  uma mudança de continente e o palco já está reconhecido: é em Austin, Estados Unidos da América.

Piloto inglês precisa apenas de ficar no quarto lugar nos restantes quatro Grandes Prémios
Fotografia: Behrouz Mehri | AFP

Na sua passagem pela Ásia, ficou marcada pela mancha dos maus resultados da Ferrari, pois nenhum dos seus pilotos (Sebasttian Vettel e Kimi Kaikkonen) venceu uma corrida, nem sequer esteve no pódio.
No Japão, Sebasttian Vettel, infelizmente, não conseguiu dar continuidade à vantagem alemã de 11 vitórias contra as 7 inglesas, pois teve um problema no seu Ferrari, logo no início, que o levou a abandonar a corrida. Com este resultado, Vettel está num jejum de vitórias que já leva cinco Grandes Prémios.
Entretanto, Lewis Hamilton está a aproveitar da melhor maneira os desaires da Ferrari. No Japão, o piloto inglês não só aumentou a vantagem de 34 para 59 pontos de diferença, entre ele e Sebasttian Vettel, como também reduziu a diferença de vitórias dos alemães para 3. Os alemães somam 11, contra as 8 inglesas. Agora, Hamilton e Vettel estão com o mesmo número de vitórias em Grandes Prémios japoneses, ou seja, quatro.
As contas no campeonato começam a ficar apertadas para Sebasttian Vettel, pois Hamilton precisa apenas de ficar em quarto lugar nos quatro Grandes Prémios que faltam (Estados Unidos da América, México, Brasil e Abu Dhabi), para se sagrar campeão do Mundo em 2017.
 Na Ásia, Vettel era visto como o grande favorito às vitórias, uma vez que era o piloto no activo com mais vitórias nos Grandes Prémios asiáticos e com um excelente carro. Mas, agora, este quadro parece mudar, porque, apesar de não estarem ao seu melhor nível, os Mercedes parecem ser os favoritos, não só pelo seu historial nas Américas, mas também pelo andamento demonstrado no último Grande Prémio. 
Nas últimas corridas das Américas (Brasil, Estados Unidos e México), os Mercedes mostraram-se intocáveis e mais ainda Lewis Hamilton, o vencedor dos últimos três Grandes Prémios realizados nos Estados Unidos da América (2014, 2015 e 2016), além das de 2007 e 2012. Isto vai obrigar a equipa da  Ferrari a redobrar o seu trabalho, e  a vencer as quatro últimas corridas e rezar para que Lewis Hamilton não pontue, pelo menos em duas jornadas, para relançar o campeonato. Uma hipótese difícil, mas não impossível.
Se bem nos lembramos, em 2007, Lewis Hamilton estava com uma grande vantagem nos pontos em relação a Fernando Alonso e a Kimi Raikkonen, mas acabou por perder o campeonato na última corrida para este último e, em 2008, também quase perdia o título para o piloto brasileiro Felipe Massa, em condições idênticas.
Kimi Raikkonen, sendo colega de Sebastian  Vettel, até poderá abrir as portas para facilitar o piloto alemão na luta com Lewis Hamilton. A Ferrari, no entanto, não poderá ter o foco apenas em Lewis Hamilton, pois o trio, Max Verstappen e Daniel Ricciard (ambos da Red Bull) e Valtteri Bottas, da Mercedes, em nada irá facilitar a Ferrari, pois, apesar de qualquer um dos pilotos da Red Bull não ter hipóteses de vencer o campeonato, desejam minimizar a situação da diferença de pontos com mais vitórias e pódios.      
Tudo o que poderia correr mal na Ferrari correu ainda muito pior, mas a luta pelo título mundial depilotos e de construtores continua e não termina em Austin.
Com muita exigência física para os pilotos, 56 voltas, rectas e zonas de DRS, os amantes da auto velocidade ainda terão oportunidade para ver muitas ultrapassagens espectaculares, mudanças de lugar no campeonato e muita adrenalina. É já no dia 22 de Outubro, no Grande Prémio dos Estados Unidos da América que os motores voltam a roncar e disputa promete ser bastante renhida, principalmente entre os pilotos que lutam pelo título.

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