Desporto

Selecção de Cadetes falha meta estabelecida

Teresa Luís |

Com o empate a 26 golos, diante da Tunísia, a Selecção Nacional de andebol de cadetes femininos falhou o objectivo traçado para a 13.ª edição do Campeonato Africano da categoria, disputado em Abidjan, Costa do Marfim, ao terminar na última posição do pódio.

Andebolistas angolanas claudicaram nas derradeiras jornadas da competição continental
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

O resgate do título perdido em 2015 era a meta perseguida. Com a conquista da medalha de bronze, Angola qualificou-se para o Campeonato do Mundo de 2018, a decorrer na Polónia. O regresso do conjunto angolano está previsto para amanhã de madrugada.
A participação do "sete" nacional começou a ser preparada no mês de Junho, com a convocatória das jogadoras. Depois seguiu-se a fase de observação das andebolistas. No mês de Agosto, o grupo trabalhou no campo do ex-RI 20, ao que se seguiu, no principio de Setembro, um estágio pré-competitivo na região de Leiria, Portugal.
Em Abidjan, a selecção começou com vitória frente ao Congo Democrático, por 26-19. Posteriormente seguiram-se os triunfos, por 36-18, diante da Argélia, com o parcial de 16-9 ao intervalo. As angolanas foram superiores ao anularem os propósitos das jogadoras contrárias.
Na terceira jornada, com o Senegal, Angola precisou de suar para lograr os dois pontos, 23-22. No fim dos 30 minutos, as comandadas de Luís Chaves perdiam por quatro golos (10-14).  Na etapa complementar, a selecção recuperou e passou à frente do marcador. Apesar de a reviravolta das senegalesas ter criado pânico no seio da equipa angolana, na recta final esteve mais concentrada.
Com a selecção anfitriã, Angola venceu por 28-25, com o parcial  16-11 ao intervalo. O equilíbrio também foi a tónica do encontro. As marfinenses, apesar de jogarem diante do seu público, foram incapazes de frustrar os intentos das angolanas.
No encontro com o Egipto, a selecção perdeu por 22-25. Ao intervalo o "sete" nacional perdia por dois golos (11-13). Angola esteve sempre atrás do resultado, por conta do rigor defensivo imposto pelas contrárias.
As egípcias disputaram o campeonato com os olhos na revalidação do título, e fizeram jus à sua condição de campeãs. Os resultados produzidos pelo Egipto, nos escalões de formação, é resultado do investimento da federação daquele país.
O empate a 26 golos frente à congénere da Tunísia, na última jornada, ditou a sentença de Angola, ao baixar um lugar em relação à prestação de 2015. Ao intervalo, as pupilas de Luís Chaves perdiam por três golos 13-16, mas na segunda parte conseguiram igualar o marcador.
Em declarações à imprensa, João Diogo, técnico-adjunto da selecção, afirmou que quatro selecções se destacaram  no campeonato e enalteceu o empenho do grupo.
"Egipto, Tunísia, Angola e Senegal estavam equiparadas. Basta olharmos para os resultados. Parabéns para as nossas meninas pela brilhante participação. O resultado não espelha aquilo que apresentamos na competição. O nível competitivo foi bom. O trabalho deste grupo deve continuar, em função da média de idade de 16 anos. Devemos apostar nestas meninas, tendo em conta o próximo campeonato, onde prometemos fazer melhor", disse.
O Africano de cadetes começou a ser disputado em 2000. Angola estreou-se em 2009 e conquistou o primeiro título no mesmo ano em Abidjan. Volvidos dois anos, repetiu o feito em Ouagadougou e em 2013 em Oyo. Na edição de 2015, em Nairobi, o “sete” nacional terminou no segundo lugar.
Lígia Ferreira, Chelsea Gabriel, Isabel Tchitongua, Kélvia Bundi, Marília Francisco, Ruth Dum, Beatriz Masséu, Ivaldina Pereira, Jélsia Monteiro, Henriqueta Diogo, Filigénia Fernandes, Stélvia Pascoal, Jucelma Lenga, Rossana Mateus, Paulina da Silva, Márcia Manuel e Thaynany Castro são as jogadoras envolvidas na prova.

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