Desporto

Palancas Negras realizam treino de reconhecimento

Paulo Caculo |Nouakchott

Uma sessão de treino curta e ligeira de adaptação ao relvado e ambiente do Estádio Cheikha Boidiya, em Nouakchott, deve dominar hoje o último ensaio dos Palancas Negras, antes do jogo frente à Mauritânia, agendado para amanhã, às 18h00 (17 locais), referente à quarta jornada do Grupo I da campanha de apuramento para a fase final da  32ª edição da Taça de África das Nações (CAN’2019), a disputar-se entre 15 de Junho e 13 de Julho, nos Camarões. 

Jogadores angolanos vão ter contacto com o relvado sintético do estádio Cheikha Boidiya
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Em princípio, a preparação deve decorrer à hora do jogo e à porta fechada (com apenas quinze minutos aber-to para os jornalistas), na medida em que o seleccionador Srdjan Vasiljevic pretende, seguramente, ensaiar a estratégia longe dos olhares curiosos da imprensa da casa. Alguns destes lances de “laboratório” começaram a ser inculcados aos jogadores, ainda durante a conversa mantida entre equipa técnica e jogadores, sobretudo depois da “tortura psicológica” submetida ao grupo no sábado, após o desembarque no Aeroporto Internacional de Nouakchott.
Srdjan Vasiljevic tem procurado trabalhar muito na preparação psicológica dos jogadores. O seleccionador receia que a “esfrega” sofrida pela equipa no aeroporto venha a influenciar no rendimento do grupo no embate de amanhã.
Seja como for, o facto é que a sessão de treinos, desta noite em Angola e final de tarde em Nouakchott, deve incidir nos exercícios de circulação, passe e posse de bola, devendo o seleccionador baralhar a distribuição dos jogadores no relvado, aliás como tem habituado em treinos de véspera de jogo, muito provavelmente para enganar as previsões.
Da qualidade, exibição e da capacidade dos jogadores, saberem reagir às adversidades enfrentadas desde que chegaram à cidade de Nouakchott, dependerá o sucesso de Angola no jogo.
No meio-campo, considerado o “cérebro” de toda a estratégia de jogo dos Palancas, devem residir as solu-ções para o propósito definido. Stélvio Cruz e Herenilson devem ser os médios recuperadores, com o jogo de ambos a ser mais de contenção, so-bretudo a julgar pela provável alteração do modelo de jogo a ser utilizado amanhã pela Selecção Nacional.
O facto de estar a jogar fora de casa e diante de um adversário que se sente “ferido” na sua honra, fruto da goleada sofrida na jornada anterior, a estratégia de futebol dos Palancas Negras pode ser mais recuada. Ou seja, a equipa nacional deverá jogar em contra-ataque, ao contrário do que fez em Luanda, procurando ganhar as segundas bolas e criar jogadas rápidas para apanhar o adversário em situação de desvantagem numérica.
A ideia é permitir que, desse modelo de posicionamento ofensivo, surjam inúmeras bolas na área para Gelson Dala conduzir para a direcção certa. O avançado angolano pode surgir a jogar sozinho no ataque, ao contrário do jogo passado, em que teve  Mateus Galiano como seu principal auxiliar.
Apenas uma alteração de-ve registar o onze do técnico Srdjan Vasiljevic, sendo que a ausência forçada, por lesão, de Show deverá abrir espaços para a entrada inicial de Stélvio Cruz. O trinco angolano, a evoluir em Luxemburgo, deu muito bem conta do assunto no embate anterior, devendo ser, seguramente, a aposta do seleccionador para ocupar a vaga deixada pelo atleta do 1º de Agosto.
A chegada ontem à Mauritânia do presidente da FAF, Artur Silva, pode contribuir, também, para intensificar a confiança do grupo e elevar o moral dos jogadores para o jogo de amanhã.
A reunião técnica para o jogo acontece hoje, por volta das 10H30 locais, sendo que o árbitro veio da Tunísia e chama-se Sadok Selmi. Vai ser auxiliado pela dupla  Attia Amsaad, da Líbia, e Ayman Ismail, da Tunísia. O quarto árbitro é Walid Djeridi, também da Tunísia. Oumar Diop é o comissário ao jogo e veio do Senegal. 


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