Desporto

Paxe Filho apoia candidatura de Norberto de Castro

António Cristóvão

O ex-preparador físico dos Palancas Negras, Afonso Paxe Filho “Alonso”, apoia a candidatura de Norberto de Castro à presidência da Federação Angolana de Futebol (FAF) para o ciclo olímpico 2020/2024.

Fotografia: DR

O trabalho desenvolvido nos escalões de formação justifica a preferência pelo patrono da Escola Norberto de Castro. “Acredito que poderá dirigir bem a Federação, se nomear uma boa equipa de trabalho. Para mim, merece uma oportunidade pelo trabalho feito com os miúdos na Escola Norberto de Castro em Viana e no Huambo. Portanto, acredito que poderá dar num bom presidente”, aponta o preparador físico com passagens pelo Kabuscorp do Palanca, 1º de Agosto, Petro de Luanda e Atlético Sport Aviação (ASA).

Para Afonso Paxe Filho, a segunda opção da eleição seria Francisco Pereira Furtado, antigo vice-presidente do 1º de Agosto. O especialista descartou a preferência à candidatura de Fernando da Trindade Jordão, também conhecido por Nando Jordão. O ex-futebolista liderou o Conselho Técnico Desportivo da FAF no elenco de Pedro Neto.

“Não tenho confiança em Nando Jordão, porque já trabalhou comigo e sei quem é”, conta o também professor do Instituto Normal de Educação Física (INE) sem adiantar mais detalhes. A concorrência à presidência da FAF agita as redes sociais e debates em diferentes órgãos de comunicação social. Outros nomes como o de Alberto Macaia, Dino Paulo e António Gomes “Tony Estraga” gozam de apoios de internautas.

Artur de Almeida e Silva, actual presidente do organismo reitor do futebol nacional, já manifestou publicamente o interesse de se recandidatar para mais um mandato.  “Alonso” Paxe iniciou a carreira de preparador físico na equipa principal de futebol do ASA, lançado pelo falecido técnico Chico Ventura, em 1983.

Depois da morte do treinador, o especialista fez parte da equipa técnica chefiada pelo brasileiro Djalma Cavalcanti no conjunto aviador. Afonso Paxe Filho trabalhou também com o técnico luso-caboverdiano Carlos Alhinho, no ASA, seguindo depois para o Petro de Luanda com Djalma Cavalcanti. Na equipa tricolor, “Alonso” ganhou vários títulos de campeão do Girabola e da Taça de Angola. A conquista da Taça Cosafa em 1999, com Djalma Cavalcanti no comando dos Palancas Negras, foi o ponto alto da carreira.

 

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