Desporto

Pedro Gonçalves rende Simão “Languinha”

Armindo Pereira

Contrariamente ao que havia sido noticiado, o português Pedro Soares Gonçalves foi  anunciado ontem como o novo técnico da Selecção Nacional de futebol em Sub-17, em substituição de Simão José Coxe “Languinha”, durante uma conferência de imprensa, na sede da Federação Angolana de Futebol (FAF).

A indicação põe fim à especulação que dava conta da nomeação de Love Kabungula para assumir o cargo.
O espanhol Ramon Alturo, ex-técnico da Academia de Futebol de Angola (AFA) assume as funções de director técnico da Federação. Pedro Gonçalves era até então coordenador técnico dos escalões de formação no 1º de Agosto, há três anos.
De acordo com o presidente da FAF, Artur Almeida, os dois treinadores assinaram um contrato válido por dois anos. Em declarações à imprensa, Pedro Gonçalves, de 42 anos, quadro do Sporting Clube de Portugal, disse ser um prestígio trabalhar com jovens angolanos e espera colher bons frutos neste novo desafio da sua carreira.
“Tenho convivido com esta geração de jogadores, não só os do 1º de Agosto mas também de todos os adversários que defrontámos. Neste ponto de vista tenho uma noção daquilo que são os jovens talentos angolanos”, revelou.
O facto de estar inserido “num grande clube”, segundo ainda o seleccionador,  dá-lhe a possibilidade de seguir a evolução do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola Zap, bem como dos Palancas Negras. “Pretendo fazer a melhor prestação jogo após jogo. É com este objectivo que vamos entrar nas competições. Com os pés bem assentes no chão, cientes daquilo que são as nossas dificuldades mas sem descurar a ambição e humildade”.   
Além de coordenar as selecções nacionais de formação, Ramon Alturo será responsável pela formação dos quadros técnicos. Apesar de não interferir directamente na selecção de honras, orientada por Srdjan Vasiljevic, o presidente da FAF defende que o trabalho do técnico espanhol, na base, deve se reflectir posteriormente no escalão principal.
No entanto, Simão  “Languinha”, que no ano passado qualificou os Sub-17 na fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN'2017) disputado no Gabão, diz que a FAF rescindiu o seu contrato sem aviso prévio, acrescido aos 11 meses de salário em atraso.
Confrontado com esta situação, o presidente da FAF, Artur Almeida disse que o ex-seleccionador pode continuar a fazer parte do seu pelouro, porque reconhece nele competências comprovadas ao longo dos anos que liderou a selecção.      
“Nós pretendemos continuar a trabalhar com Simão “Languinha”, desde que ele queira. Por causa da sua vasta experiência pensamos contar com ele na área de “scouting” e futuramente não descartamos uma formação no exterior”, argumentou.
Quanto aos salários em atraso, o dirigente esclareceu que é passivo do anterior elenco federativo mas a actual direcção perspectiva liquidar paulatinamente.

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