Desporto

Pérolas serão mais fortes com jogadoras na Europa

Teresa Luís

A evolução da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, depende da ida das jogadoras às principais ligas europeias, para deste modo alcançarem-se melhores resultados nos Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos, defende o seleccionador, Morten Soubak. 

Combinado angolano prepara desde domingo na Holanda a disputa do Africano das nações
Fotografia: Vigas da Purficação | Edições Novembro

Em entrevista concedida ao Jornal de Angola, o técnico dinamarquês afirmou que o  investimento, com vista ao salto qualitativo, pode ser feito de várias formas, pois em seu entender, na eventualidade do quadro se mantiver a nível continental, a concorrência será maior.
“Quem investe tem bons resultados. As principais atletas do Senegal, Congo, Camarões e Tunísia jogam em clubes europeus.  Por conseguinte, têm outra qualidade individual, e isso tem retorno nas selecções destes países”, antevê.
No quadro actual, segundo Soubak, as Pérolas vencem as equipas africanas, mas  enfrentam muitas dificuldades diante das europeias.
“Além de ter jogadoras a competir no exterior, urge a necessidade de realizarmos mais estágios fora de portas. Nós estamos atrasados. De-pois da concentração na Dinamarca, estagiamos agora na Holanda. Não conheço outra selecção que só se concentra duas vezes por ano”, desabafou.Questionado sobre a apresentação destas preocupações ao órgão reitor da modalidade, o número um das campeãs africanas sem evasivas disse: “já expus o assunto à federação e também mostram-se preocupados. Vamos fazer a nossa parte , mas se queremos dar um passo em frente, precisamos de planificar de forma diferente. Isso implica mais dias de concentração e jogos com alto grau de dificuldade. Se assim não for, podemos  esquecer”. 

Operação “Brazzaville”

Relativamente ao Campeonato Africano das Nações (CAN), o seleccionador ga-rantiu que vai ao Congo Brazzaville, com a missão de conquistar mais um título, e reconheceu a necessidade do grupo trabalhar de modo a alcançar a meta, embora as outras selecções cobicem igualmente o troféu.

“As nossas adversárias não vão em passeio. Algumas estão no bom caminho, pois têm activos no estrangeiro. Sen-do um conjunto competitivo estamos focados no objectivo”, realçou.

Em relação à Tunísia, Morten admitiu ser uma candidata ao ceptro, cujo cérebro é a lateral Mona Cheba: “é uma das melhores de África, e organizadora do jogo. Destaca-se como principal marcadora em várias partidas”. 
Em Julho, o 1º de Agosto em representação do “sete” nacional disputou um torneio, com as selecções do Congo Democrático, Camarões e do Congo. Apesar das militares vencerem a prova, Morten Soubak afirmou que a avaliação é superficial, pelo facto das oponentes naquela fase se encontrarem privadas das titulares.
“Camarões, Senegal e Tunísia estão no outro grupo. Só vamos saber como estão no arranque da competição. Uma coisa é saber e outra é defronta-las”, defende.
Indagado sobre o sector que mais o preocupa,  o seleccionador revelou inquietação em todos, mas durante a preparação em Luanda deu especial atenção à defesa. A meta, na visão do técnico, é tornar o grupo numa fortaleza.
“Se formos muito fortes e coesos defensivamente, podemos fazer golos de contra-ataque”, prevê.
Solicitado a abordar a es-tratégia para o CAN, o técnico garante a existência da mesma, mas realçou a necessidade de respeitarem as  adversárias. 
“O Congo investiu muito. Naturalizaram brasileiras e francesas. Técnica e tacticamente estamos bem. Temos uma excelente equipa, e creio na realização de uma boa prova”, concluiu.
Relativamente ao primeiro estágio, realizado na Dinamarca, onde disputaram três jogos  de controlo, e treinos específicos para cada posto determinado, o técnico considerou excelente. 


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