Desporto

Petro ataca desvantagem na classificação da prova

Honorato Silva

Com menos margem de erro, quanto ao aproveitamento na época futebolística, depois da eliminação nos oitavos-de-final da Taça de Angola, o Petro de Luanda recebe o Ferrovia do Huambo, às 17h30, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na abertura da 20ª jornada, completamente focado na vitória, de modo a encurtar distâncias na corrida à conquista do título do Girabola.

Tricolores pretendem festejar golos e o primeiro triunfo deste ano depois de sete empates
Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O empate (2-2) diante do Sagrada Esperança, na quarta-feira, que ditou o esfumar de um dos objectivos definidos na abertura da oficinas, deixou os petrolíferos do Eixo Viário obrigados a olhar apenas para o topo da classificação do campeonato, cuja liderança pertence ao arqui-rival 1º de Agosto, com quatro pontos de vantagem e mais um jogo disputado.
Na segunda posição, 37 pontos, a equipa enfrenta a pressão dos sócios e adeptos, que colocam em causa o projecto desportivo do elenco presidido por Tomás Faria, com o foco a incidir na aposta feita no técnico espanhol Antonio Cosano, muito contestado no início da temporada, descontentamento que voltou a crescer de tom durante a disputa da fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos.
Ao som do alarme de risco de fracasso total, os tricolores fecham a porta do balneário e, como família, partem atrás do sucesso. Gerson, Wilson, Musah, Tó Carneiro, Diógenes, Herenilson, Além, Picas, Manguxi, Job, Yano e Tony são chamados a puxar pelos colegas, na direcção das vitórias, para que seja repetido o ciclo positivo iniciado na quarta jornada, depois da derrota (0-1), no reduto do Desportivo da Huíla.
Os três empates frente aos diamantíferos, no espaço de uma semana, série aberta na cidade do Dundo (1-1 e 0-0), alarga o jejum do Petro de Luanda, em branco em 2020, no capítulo dos triunfos, visto que nas Afrotaças também só registou igualdades, nos desafios com o Wydad Athletic de Marrocos, Mamelodi Sundowns da África do Sul e USM da Argélia, sem perder de vista o (0-0) na recepção ao Wiliete de Benguela, a abrir a segunda volta do Girabola.
O Ferrovia de João Pintar da Silva, 13º com 15 pontos, está motivado pelo empate a uma bola imposto aos militares do Rio Seco, tetra-campeões nacionais, com atitude competitiva. A formação locomotiva do Huambo quer abandonar os lugares próximos da zona de despromoção, na qual estão mergulhados Progresso Sambizanga e Santa Rita de Cássia.

Despique no Buraco
Académica do Lobito, quarto, 28, e Desportivo da Huíla, sexto, 26, disputam às 15h00, no Estádio do Buraco, o jogo mais equilibrado. Os estudantes orientados por Águas da Silva apostam no factor casa para superar os militares da Região Sul comandados por Mário Soares, que ambicionam o retorno aos triunfos, após terem sido superados em casa (0-1), pelos líderes da prova, na partida em atraso.
Travado por problemas financeiros, resumidos em vários salários por pagar, o Recreativo do Libolo de André Macanga, quinto, 27, recebe às 15h00, o moralizado Sagrada Esperança de Rock Sapiri, nono, 21. A conjugação de factores leva a atribuir maior dose de favoritismo aos diamantíferos, que devem aproveitar o embalo dos resultados frente aos petrolíferos.
Antes de enfrentar os adversários em campo, Macanga tem sido confrontado com a necessidade de motivar a equipa durante a preparação, com promessas e palavras de incentivo, à espera da resolução dos problemas de tesouraria. Como consequência, os resultados positivos e exibições consistentes dão lugar ao desperdício de pontos, com quebra de rendimento.
No Estádio 22 de Junho, o Interclube, sétimo, 26, é visitado às 15h00, pelo Cuando Cubango FC, 12º, 15. Os “polícias” às ordens de Ivo Campos esperam retomar o percurso vitorioso interrompido no terreno do Recreativo da Caála, derrota (0-1), na ronda passada, enquanto a formação de Menongue, transferida para a cidade do Cuito (Bié), por falta de campo, quer evitar sofrer o terceiro desaire consecutivo.
No Tafe, igualmente às 15h00, o Sporting de Cabinda, 11º, 17, mede forças com o Progresso, 14º, 14, num jogo em que os anfitriões têm tudo para somar os três pontos, a julgar pela instabilidade administrativa e financeira do opositor. A ronda tem agendada para amanhã, no encerramento, os desafios 1º de Agosto- Santa Rita de Cássia e FC Bravos do Maquis- Recreativo da Caála. Folga o Wiliete de Benguela.

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