Desporto

Petro de Luanda pode renovar com Adingono

Juscelino da Silva

A direcção do Petro de Luanda está a estudar a possibilidade de renovar, por mais dois anos, o vínculo contratual com o treinador da equipa sénior masculina de basquetebol, Lazare Adingono.

Técnico camaronês, de 42 anos, está no comando da equipa do Eixo Viário desde 2012
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

A informação foi avançada ontem ao Jornal de Angola, por uma fonte próxima à direcção do clube do Eixo Viário. A pretensão em estender o acordo com o técnico camaronês, segundo a fonte, deve-se aos resultados e exibições patenteadas no Campeonato Nacional.  Por outro lado, a direcção liderada por Tomás Faria prolongou o vínculo com alguns atletas com que pretende contar para a próxima época, casos de Olímpio Cipriano, Leonel Paulo e José António, só para citar estes.

Antes da paralisação do nacional maior da bola ao cesto, devido à pandemia do Covid-19, Adingono e pupilos estavam a fazer uma "campanha extraordinária" na fase regular da prova, com números que satisfaziam a exigente massa associativa e legião de adeptos.

Os números levaram Faria e pares a repensar na renovação do contrato com Lazare, a cumprir a oitava época ao serviço do campeão nacional.
Aos 42 anos, o técnico cumpre a última época ao serviço da turma petrolífera. A última renovação, por dois anos, deu-se em Junho de 2018, após a conquista do título nacional. O treinador aumentou a crença dos adeptos na possibilidade de revalidar o troféu, sobretudo depois dos triunfos sucessivos diante do arqui-rival, 1º de Agosto, a quem infringiu seis derrotas no total.

Em 25 jogos, os tricolores averbaram apenas uma derrota, marcaram 2566 pontos, tendo registado a cifra de 1927 sofridos. Apesar da grande incógnita quanto ao retorno do Campeonato Nacional, os dirigentes da formação tricolor não querem perder o treinador que mantém a equipa na liderança isolada.
Lazare Adingono desembarcou em Luanda, em 2012, para orientar a equipa do Petro de Luanda substituindo no cargo o português Alberto Babo.

Compõem o plantel às ordens de Lazare Adingono os seguintes jogadores: Joaquim Pedro “Quinzinho”, Antwan Scott e Childe Dundão (bases), Braúlio Morais (extremo-base), Carlos Morais, José António, Olímpio Cipriano, Benvindo Quimbamba e Gerson “Lukeny” Gonçalves (extremos), Leonel Paulo (ex- tremo-poste), Aboubakar Gakou, Jone Pedro, Valdelício Joaquim "Vander", Hermenegildo Mbunga e Aldemiro João (postes).

Pandemia adia disputa da BAL

Preparado para disputar de 13 a 15 de Março, na cidade de Dakar, Senegal, a fase de grupos da BAL League, o Petro viu adiada a estreia por conta da pandemia do Covid-19. Inserido no grupo denominado Zara (A), os tricolores estão ao lado do GS Petroliers (Argélia), AS Police (Mali), GMN Basket (Madagáscar), AS Douanes (Senegal) e AS Salé (Marrocos).
Já na série do Ferroviário de Maputo (Moçambique), designada Nilo (B), constam River Hoopers (Nigéria), US Monastir (Tunísia), Zamalek (Egipto), FAP (Camarões) e Patriots (Rwanda).
A segunda etapa da competição estava agendada para os dias 10 a 12 de Abril, em Luanda, e a terceira e última aconteceria nas cidades de Rabat ou Salé, de 8 a 10 de Maio. Até antes do adiamento da prova, estava prevista para as formações qualificadas a disputa de cinco jogos cada uma, num total de 30, em sete cidades africanas: Cairo (Egipto), Dakar (Senegal), Lagos (Nigéria), Luanda (Angola), Rabat (Marrocos) e Monastir.
Os quartos-de-final estavam marcados para os dias 26 e 27 de Maio, no Rwanda, e posteriormente as quatro finalistas defrontar-se-iam no sistema de “final-four”, de 29 a 31 do referido mês.

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