Desporto

Petro encurta desvantagem na perseguição aos militares

Honorato Silva

A fazer contas com a conquista do título, o Petro de Luanda encurtou para três pontos a vantagem do 1º de Agosto, na liderança isolada do Girabola, com a vitória (2-1) frente ao Recreativo do Libolo, ontem no Estádio Nacional 11 de Novembro, para a conclusão da 16ª jornada.

Tó Carneiro lateral esquerdo dos tricolores soube controlar as investidas do adversário
Fotografia: Vigas da purificação| Edições Novembro

Galvanizados pelos bons indicadores competitivos deixados domingo, no clássico dos clássicos diante dos militares do Rio Seco, os tricolores abriram mão do protocolo do habitual estudo mútuo, para abraçar o controlo do jogo, ao ponto de assoberbar o guarda-redes João, principal obreiro da inviolabilidade da baliza da formação de Calulo, no primeiro tempo.
Em clara avalanche ofensiva, os pupilos do espanhol Antonio Cosano acamparam nos limites da grande área adversária, numa incessante procura do golo. Por diversas vezes a bola foi cortada por cima da linha, ora pelo guarda-redes ora pelos defesas, com destaque para Avelino, Kizombe e Siaka Bamba.
Apenas com o recuo das linhas e saída em transições rápidas, na impossibilidade de atacar em circulação e posse da bola, André Macanga conseguiu retirar a equipa do colete de forças montado pelos petrolíferos. O relógio assinalava um quarto de hora, quando o Libolo equilibrou as incidências do desafio. Mas não demorou muito tempo para o Petro criar outra vaga de ataque. João voltou a destacar-se como o elemento mais produtivo do Recreativo do Libolo, que tudo fazia no sentido de regressar aos balneários com o resultado em branco.

Recuperado do susto

As equipas regressaram do intervalo na mesma toada. Os tricolores, que detinham 63 por cento de posse de bola, com favoráveis 9-4 nos remates e 6-1 nos cantos, forçaram o ritmo do jogo, à procura do golo. No entanto, foram os calulenses que criaram vantagem, aos 60 minutos, por Avelino, na sequência de um livre à entrada da área.
Pairou no ar uma espécie de descrença dos donos da casa, que perderam boa parte do ímpeto ofensivo demonstrado até sofrer o revés nos seus objectivos. Só que a vantagem dos visitantes durou apenas quatro minutos, quando Tiago Azulão, numa execução de mestre, deixou o guarda-redes pregado ao relvado. Estava sentenciada a quebra da resistência do Libolo. O Petro assumiu o controlo completo dos acontecimentos, domínio recompensado com o golo de Karanga, aos 68 minutos, um prémio para o bom desempenho do flanqueador, aposta ganha da equipa técnica.
Com o opositor rendido às evidências, os vice-campeões tinham o desafio controlado. Assistido por Job, Toni desperdiçou a oportunidade de fazer o 3-1, ao fazer o passe em jeito de remate para João, que estava literalmente desamparado.
A ronda 16 registou ainda os resultados Saurimo FC-Progresso Sambizanga (1-3), Sporting de Cabinda-Académica do Lobito (1-1), Recreativo da Caála-Santa Rita de Cássia (1-0) e Sagrada Esperança-ASA (3-0). O jogo FC Bravos do Maquis-Desportivo da Huíla disputa-se a 1 de Maio, data em que os petrolíferos vão à Lunda-Sul concluir a 18ª jornada.
A vitória coloca o Petro com 45 pontos, no segundo lugar, na perseguição ao 1º de Agosto, 48. O Libolo, 31, perde terreno na sexta posição, escoltado pelo Interclube, 31, Recreativo da Caála, 30, FC Bravos do Maquis e Progresso Sambizanga, 29 pontos.
Depois de defrontar os arqui-rivais e a formação do Cuanza-Sul, os petrolíferos medem forças, no final de semana, com o Kabuscorp do Palanca, ao passo que os militares não sabem se o Saurimo FC vai interromper a greve para disputar a 24ª jornada.

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