Desporto

Petro persegue no Girabola superação da seca africana

Honorato Silva| Cairo

Alvo de reparos na ronda africana do final de semana, na qual consentiu um empate (0-0), na recepção ao Kampala City do Uganda, o Petro de Luanda persegue frente ao Sagrada Esperança, às 16h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, a correcção da seca de golos verificada no compromisso continental.

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Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

No regresso ao Girabola, mais de duas semanas depois da derrota (0-1), na deslocação ao terreno do Desportivo da Huíla, os petrolíferos às ordens do espanhol Antonio Cosano surgem empenhados em conquistar o primeiro triunfo na competição, à quarta jornada, por forma a evitar o dilatar do fosso em relação à concorrência no topo, com destaque para o arqui-rival 1º de Agosto, tetra campeão nacional.
Novamente numa versão competitiva em que todas as referências do ataque podem ser utilizadas, casos de Jacques Tuyisengue, Yano e Toni, não inscritos para as Afrotaças, os tricolores limitam o vocabulário ao verbo vencer, por falta de tempo a perder até com empates, já que a margem de manobra começa a ser curta no que toca ao desperdício de pontos.
Privado dos préstimos do eléctrico Tó Carneiro e o dinamizador do ataque Manguxi, ambos por lesão, o Petro, em “estado de necessidade”, por ocupar o 12º lugar com apenas um ponto somado, em seis possíveis - tem jogo em atraso diante do Progresso Sambizanga -, vai, certamente, voltar a eleger a postura dominadora adoptada sábado, na primeira parte frente à equipa ugandesa. Mas, desta vez, tudo fará para que a grande diferença seja a concretização das situações de golo, uma vez dispor de quem possa finalizar com êxito.
Agora sob o comando do português Paulo Torres, treinador com o tirocínio na prova feito no Kabuscorp do Palanca e a emancipação no Interclube, o Sagrada Esperança chega do Leste com arreganhos de competidor talhado para as exigências da primeira linha da tabela classificativa, apesar do pouco vistoso 11º lugar com 3 pontos, dos 9 que disputou.
O arranque à campeão, chancelado pelo categórico 4-1 aplicado aos polícias, na ronda inaugural, não teve correspondência nos jogos seguintes. Os diamantíferos perderam (0-1) na visita ao FC Bravos do Maquis, com queixas respaldadas pela Federação, que acabou por castigar os árbitros, desaire repetido em casa diante dos rubro e negros, reabilitados no Dundo da queda estrondosa, por idêntico resultado, na estreia atrasada dos sambilas.
Isolado na liderança, 9 pontos, num pleno sentenciado na secretaria, mercê do triunfo sem jogar, no reduto do Santa Rita de Cássia, o Recreativo da Caála, treinado pelo regressado Hélder Teixeira, presta “prova de vida”, com avaliação do Interclube, quarto classificado, 6 pontos, no 22 de Junho. A servir de guia o potencial futebolístico publicitado por ambas as equipas, o desafio pende para o empate, com ligeiro ascendente dos anfitriões.

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André Makanga, um “herói de Kigali” e mundialista na Alemanha, que dá cartas como treinador, ao Desportivo da Huíla de Mário Soares, cultor da consistência táctica. A vizinhança na tabela, com 6 pontos, desaconselha exercícios arrojados em relação ao desfecho do desafio, que pode, sem surpresas, culminar numa igualdade.
O FC Bravos do Maquis de Zeca Amaral, oitavo, 4 pontos, procura diante dos seus adeptos explorar a aparente maciez do Santa Rita, último colocado, com um ponto. Já o Sporting de Cabinda, sétimo, 4, assume-se favorito frente ao Williete de Benguela, “formação cometa”, dado o tempo que levou, da criação à chegada ao Girabola, cerca de 9 meses, visto que o ponto somado, na 12ª posição, está longe de fazer mossa aos leões. Amanhã, para a conclusão da quarta jornada, jogam 1º de Agosto - Ferroviário, Cuando Cubango FC - 1º de Maio de Benguela e Académica do Lobito - Progresso Sambizanga.

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