Desporto

Petro sai da Liga pela “porta pequena”

António de Brito

Apesar de o jogo servir apenas para cumprir calendário, o Petro de Luanda deixou escapar ontem, a três minutos do fim, a oportunidade de vencer pela primeira vez na presente edição da Liga dos Clubes Campeões de Futebol, ao empatar(2-2)diante do Mamelodi Sundowns, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em jogo pontuável para a quinta jornada do Grupo C.

Petrolíferos incapazes de sorrir na despedida da Champion
Fotografia: José Cola | Edições Novembro

Obrigada a vencer, uma vez que jogava na condição de visitada, a formação petrolífera entrou determinada e procurou nos minutos iniciais da partida visar a baliza de Dennis Onyango.

Com maior posse de bola, o vice-campeão angolano não deu sossego ao campeão sul-africano, com o treinador António Cosano a lançar para as quatro linhas uma equipa voltada para o ataque, com o dispositivo táctico 4-3-3.
Fazendo do ataque a mola impulsionadora, o segundo classificado do Girabola'2019/20 desperdiçou uma situação clara para adiantar-se no marcador, por intermédio de Danilson, decorridos cinco minutos.
O defesa central surgiu na área e cabeceou para a defesa do guarda-redes ugandês.
Povoando o meio campo do oponente, o Petro de Luanda canalizava as jogadas pelos corredores laterais, onde os sul-africanos denotavam alguma fragilidade, mas os comandados de António Cosano não conseguiam tirar maior proveito dessas facilidades. Aos 14 minutos, Jacques Tuyiseng , assistido por Picas, à entrada da área, chegou atrasado para finalizar a jogada. Depois do primeiro quarto de hora, o Petro perdeu o controlo e o domínio de jogo, após o reajuste feito pelo técnico Pitso Mosimane na estrutura táctica da equipa (4-5-1 para 4-4-2). Com alterações feitas, o Mamelodi Sundowns passou a incomodar mais a baliza de Gerson Barros, com cruzamentos perigosos.
Em consequência da pressão exercida sobre o adversário, o conjunto de Pretória abriu o activo, por intermédio de Rodriguez Sirino, na conversão de um penálti, aos 22 minutos. Depois do golo sofrido, a equipa de António Cosano não cruzou os braços e repôs a igualdade no marcador, por intermédio de Job, também de penálti a um minuto do fim da primeira parte.
No segundo tempo, o Petro de Luanda apostou em todas as fichas, para desfazer-se da igualdade no marcador. A equipa angolana contrariava ao máximo a estratégia montada por Pitso Mosimane, o que obrigou o conjunto forasteiro a defender-se à entrada da área.
Aos 70 minutos, Jacques Tuyiseng com uma cabeçada desfez o empate, após cruzamento de Job. Com o jogo controlado, o Petro deixou fugir no tempo extra os três pontos. Madisa igualou o desafio, aos 90'+3.

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